Como somos

No pensamento do CEEI - Centro de Estudos em Educação Integral, fundada em março de 2012, um dos desafios da educação contemporânea é determinar quais necessidades  serão  atendidas  pelas  instituições.  Em   nosso país,  notadamente,  é  necessário   ressignificar  a  educação  em  todas as Instâncias e  estabelecermos  fóruns  capazes  de  esclarecer  questões  básicas, como  a diferença entre educação em tempo integral de educação integral. Educação integral é  aquela que contempla a totalidade do indivíduo e os seus aspectos conhecidos; portanto, em constante aperfeiçoamento, de tal modo que possa incorporar  tanto  o  produto  cultural,  independemente  de  suas  fontes  e origens, visando a condição humana acima de tudo, quanto as necessidades da sociedade  em  construção, da sobrevivência  e  da  capacitação  para  o  enfrentamento  dos  desafios  da  humanidade  como  um  todo, nos seus aspectos biológicos,  econômicos,  filosóficos  e comportamentais. O CEEI é uma organização que vem somar ao que existe, incluindo em seus saberes e postulados, na  metodologia  de  seus  ensinamentos  e  na  técnica  de   ensino,  o  fato  de   que  o homem  é  uma realidade  multidimensional  e  existe num universo multidimensional onde terá de aprender a viver. Reconhecendo seus sentidos extrafísicos e suas condições excepcionais, de tal modo que integral significa para  nós  a  totalidade  do  Ser que  Somos, que há mais de uma realidade e que educar para a existência é bem mais do que educar para o trabalho, nem é comportamento, nem relações, é educação para a vida em todos os seus aspectos e instâncias.


Estamos juntos!

A aproximação começa pela intenção, um ensinamento dos místicos essênios diz: o que não existe na mente não existe na vida, em verdade vos digo,  diria o  Mestre,  que  se  não  construírem  na  forma  de  intenção  ou  de sonho, não  existirá  na dimensão daquilo que começa exatamente onde a magia, ou a feitiçaria,  tomam  corpo,  nas intenções mais sutis. Assim poderemos estar juntos ou não, ainda que abraçados, ou cada um ficar no seu mundo particular de pesadelos, medos e fobias. É  por  isso  que encontramos entre os mais simples uma força e uma resposta espiritual que não encontramos entre aqueles de mais formação intelectual, a divisão produzida pela  dúvida  e  pelo  constante  questionamento  afetam as diretrizes básicas. É comum observarmos um médium excelente que  avança  em  sua  caminhada  acadêmica  enfrentar  dificuldades  com  a  mediunidade,  ou até em suas relações pessoais - é que as entidades, como as pessoas de nossa intimidade, nos “leem” pelo que transmitimos e irradiamos. Ainda assim, em nossas mentes e apelos, queremos estar juntos e  nenhuma  vela  acesa  será  por uma única realidade espiritual, nenhum pedido ou apelo será feito para sanar uma única dificuldade pessoal, o que colocarmos em movimento será de todos e para todos, e isso sim será acolhido e poderá ser partilhado.

Se  pensarmos  como  os  nossos  mestres mais antigos, e nos dispormos a aprender, poderiam nos ensinar, como me ensinaram, que a vida é um processo contínuo, partilhável e uma realidade que  representa  em  si a precipitação, quando o existente nos planos mais altos se materializa, se plasma, agregando matéria e criaturas. Escolhemos entre o sonho ideal de transformação, de justiça, ou  de realização, pois acorrem forças diferentes e por vezes até mesmo conflitantes:  pediremos  justiça  ou  desenvolvimento. Abriremos  portas  de  empresas ou de cárceres, criaremos escolas ou tribunais. Quando, em vários momentos da história dos povos, os dois processos estiveram juntos a aparência era de caos e nem sempre se  pode perceber o que vai predominar, o peso do ressentimento e dos mortos é muito maior que a necessidade dos vivos e o futuro. Teremos  de  aprender  a mediar, ou a atender aos dois senhores em momentos diferentes,  sem  que sejamos nem  de  um  nem  de  outro:  a  justiça  e o crescimento. Que seja uma boa reflexão para todos. Com um imenso sentimento de boas-vindas a todos no ciclo que segue.,

É  primavera  no  hemisfério  sul,  deixemos  que  o  canto dos pássaros e a natureza revigorada nos envolvam e partilhem deste momento que antecede os difíceis momentos do  fim  do  calendário  social,  o  nosso  calendário esotérico e espírita sempre começa em março, ou pelo menos quando o Sol entra em Áries.