Nutrição para o olho da mente: Alimentos para reativar sua glândula pineal


O olho da mente, cientificamente  conhecido  como  a  glândula pineal,  é  considerado  a  porta  de entrada para os níveis mais elevados de consciência, no caso  de  você  não  estar  ciente  a  glândula  pineal  é  uma  glândula  endócrina  em  forma  de  uma  pequena pinha no cérebro que  produz   e   secreta  o  hormônio  melatonina,   acredita-se  também   que   a  glândula  pineal  seja  responsável  pela  liberação  de Dimetiltriptamina (DMT),  a  glândula pineal é o “princípio  da  sede  da  alma”, segundo  Descartes, como  você  pode  ver  esta glândula tem muitas  funções  tanto  física como metafisicamente, assim mantê-la funcionando em todo o seu potencial deve ser uma prioridade de todos os que procuram uma mente saudável.

Relacionado: 11 maneiras de descalcificar a Glândula Pineal.

À medida  que  envelhecemos a glândula pineal começa a se calcificar e tornar-se lenta, esta taxa varia consideravelmente por pessoa e estilo de vida, mas o  consumo  de  quantidades  excessivas  de  flúor  é  considerado  um  fator de  risco, isto  é  em  parte  porque  o  fluoreto  se  acumula  em  quantidades extremamente   altas  na  glândula  pineal   causando  sua  calcificação  mais  rapidamente, o flúor  também pode diminuir  a  produção de melatonina, duas coisas  que  certamente   não   queremos  que  aconteça,   a  pesquisa  mostrou  que  esta  calcificação  da  glândula  pineal  tem  uma  forte  correlação  no desenvolvimento  da  doença  de  Alzheimer (Mercola 2011), uma dieta  pobre  carregada  de  conservantes,   açúcar branco,  refrigerantes, GMO, produtos químicos e pesticidas é um importante fator de risco para a calcificação e seu envelhecimento precoce também.

O que podemos fazer para combater o processo de envelhecimento e calcificação da glândula pineal?

Devemos  comer  uma  dieta  livre  de  conservante/química, que  seja  rica  em  gorduras  saudáveis​​,  deve  ser  um acéfalo (trocadilho intencional), mas o que mais podemos fazer?

Cortar o uso do flúor

Enquanto   você  não  corta-los  completamente  você  pode  reduzir  drasticamente  os  níveis que consome, para fazer isso deve filtrar adequadamente  à água   da  torneira  antes  de  beber  uma  vez  que  muitas  comunidades  têm  abastecimento  de  água  que é adicionado flúor, para  conseguir  isso  você precisa  usar  um  filtro  que  retire  o  flúor (cuidado  com  o  filtro  por  osmose  reversa  ele também retira todos  os  minerais da água “matando-a”), ou comprando água  engarrafada  que  indica  a  não  adição  de  flúor de  água  de nascentes, você também  pode  mudar  para  um  creme  dental  sem  flúor, muitos  tipos de pasta dentais naturais podem ajudar na prevenção da cárie dentária, além de não intoxicá-lo com flúor.

Tome vinagre de maçã

Vinagre  de  maça é rico em  ácido  málico  tornando-se  um  grande tônico para desintoxicar o corpo todo  incluindo  a  glândula pineal, o vinagre  de  maçã tem  uma  longa  lista  de  benefícios e  pode  ajudar a  tornar o  corpo  mais  alcalino (isso  é  uma  coisa  muito  boa), tente tomar  uma  colher  de  sopa  3 vezes  ao   dia  ou  experimente  adicioná-lo  no  suco  de  limão com mel, sente-se, saboreie e colha os benefícios.

Coma alimentos ricos em iodo

Coma  alimentos  ricos  em  iodo  como  algas  marinhas, outros  alimentos  como cranberry,  feijão  verde, couve, brócolis, folhas verdes escuras,  banana, camarão  e  lagosta  também  são  ricos  em  iodo,  esta  é uma  lista  muito  curta,  incompleta, você  pode ajustá-la para atender às  suas  necessidades  e estilo  de  vida,  não  só  a  função  de  apoio do iodo para a tireoide, mas também é importante para a glândula pineal, o  iodo  ajuda  a  remover  o flúor do corpo  que  como  discutido  acima  é  muito  tóxico, o  iodo  pode ser prejudicial  em  níveis  super  altos  por  isso  se  você  optar  por  usar  em  forma de suplemento considere o uso de uma forma solúvel em água como Iosol, para evitar o risco de excesso ao consumi-lo.

Coma cacau cru

Cacau  cru  orgânico  é  rico  em  antioxidantes  que combatem os radicais livres e mantêm o nosso cérebro saudável, isso  também pode ajudar a estimular o olho da mente(pineal) ajudando a desintoxicá-la, além disso quem não gosta de chocolate?

Coma óleo de coco

O  óleo  de  coco (extra  virgem  prensado  a frio) nutre todo o corpo  até  mesmo  a  pele e o cabelo, mas a sua maior vantagem é que ele nutre  o  cérebro  e desintoxica a glândula pineal, o óleo de coco é rico em triglicérides de  cadeia  média que  são  convertidos em cetonas no fígado, foi  comprovado que as cetonas restauram os neurônios e a função dos nervos no cérebro (Mercola 2013), esta é uma grande notícia para  reverter os danos no cérebro e pode até mesmo fornecer um avanço na pesquisa da doença  de  Alzheimer, os Triglicerídeos  de  cadeia  média (TCM), o  principal  tipo  de  gordura  encontrada  no  óleo  de  coco aumenta o desempenho cognitivo em adultos mais  velhos que  sofrem  de  distúrbios  de memória tão graves como a  doença  de Alzheimer e não é depois de meses ou até mesmo dias de tratamento, mas após uma única dose de 40 ml (3 colheres de sopa)!

Experimente estas ervas

Gotu  Kola  nutre  todo o  cérebro  e  a  glândula pineal, brotos  de  alfafa  e  de  Salsa  ajudam  a  energizar  a  glândula pineal,  todas estas ervas (e muitas outras) ajudam  a  estimular e desintoxicar  a  glândula  pineal, tente  adicionar  o  broto  de   salsa  e  de  alfafa   generosamente quando cozinhar para um impulso extra do cérebro!

Pare de usar óculos de sol

Será   que  isso  chamou  a  sua  atenção? Bem   deixe-me  explicar, a  luz  refletida  pela  retina  estimula  a  glândula pineal,  nossos  olhos   precisam  ser expostos  à luz solar indireta  diariamente (a  qualquer  uma  célula  ganglionar  fotossensível), se você for usar óculos de sol  certifique-se de tira-los pelo menos  por  um  curto intervalo  de  tempo  diariamente, isso  também  nos  fornece  vitamina D que é muito importante para a saúde e equilibra o cérebro ajudando a combater a depressão.

Claro  que  existem  várias  outras  maneiras  maravilhosas para promover a saúde dos olhos da mente, como foi dito, isso não é de forma alguma uma lista completa, é  sempre  bom  verificar  com  um  médico  fitoterapeuta, especialmente  se  você  tiver  algum  problema  de saúde se for tomar suplementos, agora vá em frente nutrir o olho da sua mente!

Introdução à Sabedoria Esotérica e os Sete Raios

A  Humanidade está entrando em um ciclo de 2,160 anos chamado  de Era de Aquário, quando a astrologia irá  gradualmente evoluir para o que é conhecido como  Astrologia  Esotérica. A Astrologia Esotérica busca conhecer as causas ao invés dos efeitos, considerando que o homem  pode  ser resultado  de  sua própria  construção  ou  “projeção”,  a  precipitação  da  alma  em  seu  veículo  físico  no  qual  exercerá  a evolução progressiva até o estágio mais elevado quando  se  reintegra  adquirindo  e  acrescentando  as  condições  construídas  na  Terra, e  pesquisar  a  vida  da  alma  humana que existe atrás da forma externa,  o  corpo.   A   alma  é  aquela  existência  perpétua  e  imperecível  que adquire  incorporações  cíclicas  repetitivas –  em   corpos   masculinos  ou femininos  e  em  culturas  variáveis;  parte  do  seu  propósito  é  expandir  a  consciência  e  libertar-se  do  karma, mas  esta  libertação ocorre em níveis diferentes  para  diferentes  grupos  de indivíduos e cada  caso tem  de ser estudado em particular.  A maior parte da astrologia praticada hoje é astrologia da “personalidade”, que varia  do mundano  para  a  que  já  está  orientada  espiritualmente. Não importa se estamos considerando a  astrologia como uma reveladora  de  destinos  ou  como  uma  astrologia  psicologicamente  mais  séria que busca  proporcionar  a  integração  ou a totalidade; da mesma forma, estamos limitados pelas ferramentas com as quais trabalhamos.

Uma das principais ferramentas  novas é a compreensão e aceitação da existência dos Raios, que são a luz, e a alma e o espírito que ela projeta nos  planos menores  são luz, este  conhecimento  era  propriedade  desde  os  antigos, em  grupamentos  isolados  e  foram  deixados sinais que permitem resgatar os passos  de  muitos  conhecedores,  alguns  reencarnando  no  momento  atual,  sem  se  dar  a  conhecer  para   preservação   de  suas  individualidades  e a transformação  destes   saberes   numa   Ciência   dos   Sete  Raios:  Todo  planeta   e  suas  criaturas,  humanas,   elementais  e  elementares  podem   ser classificadas   pela  luz  em  seus  aspectos  dimensionais  superiores,  mentalizar  os  raios pode  representar  uma  aproximação  com suas realidades mais profundas.  São  sete  fluxos  de  energia  que  entram  este sistema solar a partir  de  fontes  cósmicas e condicionam cada forma de vida no seu âmago. A Astrologia  Esotérica  proporciona uma perspectiva maior da vida; ou seja, que  nós  não  estamos  apenas  habitando um pequeno planeta independente no sistema  solar,  mas  participando  como  um  centro  de  energia  dentro  de  uma  vida  solar  mais  ampla.  Os  Sete  Raios  constituem  o “elo perdido” da astrologia,  e  os  planetas  são  simplesmente  os  veículos  para  essas  energias,  transmitindo  para  a  Terra  via  o zodíaco, aqueles  sinais  que possuem ressonâncias específicas com os raios.

Os  raios  podem   ser  estudados  por si mesmos  e  formam  um  dos  ramos do que é conhecido como Psicologia Esotérica. Um dos grandes psicólogos  do último  século,  Roberto  Assaglioli,  desenvolveu  técnicas  de  Psicosíntese  a  partir  dos Sete  Raios. A  fonte  desta  nova  informação  originou-se   com Alice  A.  Bailey,   que  atuou como  uma   amanuensis   entre  os  anos  de  1919   e 1949 para o Mestre Tibetano Djwhal Khul,  ou D.K., um  dos  Mestres da Sabedoria.  A  série  de   24  livros  foi  escrita  principalmente  para  as  inúmeras  almas  que  encarnariam  no  Ocidente  por  volta  do  final do século. Os ensinamentos contidos nesses livros são profundos, multinivelados e infinitos, sintetizando as tradições Oriental e Ocidental.

Antes  de  discutirmos  algumas  técnicas  de Astrologia Esotérica, olharemos algumas tabelas dos Sete Raios,  observando que todas as qualidades  que  se aplicam  a  você mesmo, tentando ser honesto o máximo possível. Passando um pouco de tempo fazendo isto, você poderá  isolar  algumas  expressões  de raios  na sua constituição psíquica. É necessário estabelecer um processo de discriminação com relação ao “corpo” que está expressando qual tipo de raio. Por exemplo, você  pode  ter  o  7º Raio  para o físico, o 6º Raio para o emocional ou  o  4º Raio  para  o  mental. Você  pode  ser  uma  alma  de  2º Raio  com uma  personalidade  de  3º Raio; portanto,  esses  cinco  Raios  constituiriam   sua   “Estrutura  de  Raio”. Esta  informação  não  ocorre  instantaneamente, nem  pode  ser  derivada  a  partir  do  seu horóscopo, mas emergirá após reflexão paciente, meditação e reflexão.

Esta  identificação  dos veículos com os raios pode demorar um tempo, mas um método é “tentar um raio” por um mês, mais ou menos, observando a você mesmo e a outros no seu ambiente.

Os  raios  também  são  duais  em  sua  expressão;  portanto,  apresentamos  a  tabulação  que segue: 

Observação: os regentes planetários abaixo que podem ser aplicados aos tipos A & B


Identificação dos Raios conforme as Ocupações:

Os  Sete  Raios  correspondem  a  muitos  “setenários”,  os  quais   proveem  os  blocos  de construção  básicos do ocultismo. Os Planetas “regem” os raios, de forma similar às regências astrológicas; portanto, observamos a  interface entre raios, planetas  e  signos zodiacais. Entretanto,  convém  lembrar  para não  fazerem  o  erro  de  tentar  identificar  os  raios  a  partir  do  horóscopo;  determinar  os  raios, e  então  interpretar o  horóscopo  à luz dos raios é o procedimento correto e o ideal.

Essas  indicações  de  chakras  variam  de  acordo com o estágio de evolução de uma pessoa. Toda vida está condicionada pelos Sete Raios, quer seja de um animal,  uma árvore,  um s er humano, uma organização, uma cidade ou nação. Os raios possuem seus  próprios períodos cíclicos os quais estão conectados com as grandes épocas astrológicas de 2,160 anos, com a Grande Era de 25,920 anos e  com os Yugas, ciclos secretos dos adeptos hindus.

Um  ciclo maior do 6º Raio acabou  de ser encerrado com a Era de Peixes e um ciclo do 7º Raio está começando, o qual sobrepõe-se à Era de Aquário.  Esses raios e Eras  possuem suas ressonâncias  harmoniosas,  é  claro,  garantindo  assim  o  efeito  máximo  sobre  a humanidade.

A  Astrologia  Esotérica tem sido chamada de “Ciência de todas as Ciências” porque consiste de um sistema que visa relacionar cada ser vivo – um  planeta, raio,  signo  ou  ser  humano. Descreve  as  qualidades e energias  desses  seres  vivos, proporcionando desta forma a compreensão  e  o  entendimento  de como  eles  interagem  entre  si. Portanto,  trata-se  de  uma  verdadeira  Ciência  das Relações – humanas,  planetárias,  zodiacais  e  estelares. Quando a palavra “ciência” é usada, lembrem-se de que não se refere à análise concreta que utiliza os sentidos tangíveis da visão, audição, tato,  olfato e paladar.  A palavra  “ciência” vem da raiz  “scire” – que quer dizer ‘saber ou discernir’ – e  refere-se realmente  ao  conhecimento  do “eu  superior”,  alma  ou  mente abstrata, que  percebe  o  Todo  de forma sintética, intuitiva e inclusiva; portanto, o termo Ciência Oculta. 

As disciplinas  da  Astrologia Esotérica e Sabedoria Perene incorporam as ciências tangíveis concretas, porém também acessam o sexto sentido  intangível: intuição  e  as PES, como recursos  de  uma  cultura  a  construir,  acrescentando um novo conceito de inteligência que começa com Gardner e  não termina com  ele e  uma  outra  educação  que  seria  denominada de Integral, para isto contribuindo tudo o que se denominar de quântico que será a construção do saber dimensional presente nas estruturas em mudanças. Os raios é parte disso.

O termo  ‘Esotérico’  significa  “compreensível  por,  ou  significando  apenas  para  alguns  poucos eleitos...  os iniciados." (Dicionário Macquarie). Isto não deve  ser mal compreendido  como  algum tipo de elitismo, mas todo o conhecimento é uma propriedade, assim poderemos  aprender  progressivamente  a lidar  com  os  raios e  isso  nos elevará da condição de presos aos sentidos em atuadores nas origens e consequentemente as modificando. Eventualmente, aquilo  que  era  esotérico  passa  a  ser  veiculado, mas  mesmo assim haverá sempre algo central que permanece esotérico, esperando se  desvelado pelas gerações de  inquisidores  no  caminho  espiritual. Da  forma similar, a palavra ‘oculto’ significa ‘escondido... além  dos  limites  do conhecimento ordinário’ ou, ‘de  uma  natureza  não  compreendida, como  qualidades físicas’. Em  si  mesma, a palavra ‘oculto’ não deve ter a conotação negativa que a mídia atual tem  promovido. Aqueles  que  realizaram  o  trabalho  necessário,  passaram   através  de  várias  disciplinas  (como a meditação)  e  desenvolveram   esses sentidos  ‘sutis’, já   estão  preparados  para  receber  o  conhecimento  esotérico. Os  despreparados  não  teriam base dentro de si mesmos para  ‘aterrar’ esse  conhecimento,  embora  muitos  sejam  capazes  de  desenvolver  essas  faculdades,  que  vão  colocar  em  movimento nos cerimoniais, criados  para envolvimento  progressivo  daqueles  indivíduos  que  possuem  dificuldade  em  criar o comando de si e da própria personalidade, por isso os raios são uma possibilidade de aproximação com a linguagem da alma e da composição do espírito.

Os  signos  zodiacais  constituem  outro  fator  ‘oculto’,  isto é, não são visíveis’, mas mesmo assim atuam como canais através dos quais os arquétipos das constelações  zodiacais  são  focalizados. Dizer  que   os  dois  tipos  de  zodíaco não  se  alinham, como  argumentado por astrólogos  das  escolas  tropicais e  siderais, ou  astrônomos céticos, é  um  comentário  secundário ao fato primordial de que ‘formas de pensamento’ potentes dos signos existem e atuam como entradas para os raios e planetas. 

A  Astrologia baseia-se na ilusão,  ou  seja, no sentido de que o zodíaco está fundamentado em torno da ‘eclíptica’, o caminho ‘aparente’ ao redor do Sol. É claro  que  sabemos  que  o  caminho  da  Terra  ou  órbita  é  ao  redor  do  Sol;  portanto,  trabalhamos  dentro deste paradoxo,  com  o  conhecimento  de que  eventualmente  a  humanidade  transcenderá  esta  ilusão. Esta  é  a fonte  de  um  dos  nossos  maiores  mistérios, e  fomos  informados de que esta situação será ‘retificada’ na Era de Capricórnio, que surgirá após a Era de Aquário.

Desmistificando a Astrologia através do Conhecimento Oculto

Tanto os  Astrólogos  quanto  os  leigos  sabem, de coração, que  a  astrologia  “funciona”,  descrevendo de forma acurada sua psicologia e padrões de suas vidas. Mas  “como”  isso  se  processa? A  maioria  das  pessoas  não pode responder a ‘como’ ou ‘por que’ desta grande questão, preferindo ‘pular no suco’ – o   que  proporciona  profundos  insights  psicológicos  na   autocompreensão,  planejando  suas  vidas  de  acordo  com  os  ciclos  planetários  que  estão experienciando.  Entretanto,  processos  racionais   ainda  não  foram  completamente  utilizados para se chegar a um completo entendimento; portanto, a astrologia é experienciada mais sob o ponto de  vista  místico, o qual depende principalmente na intuição refletida na natureza do sentimento.

Parcialmente  esta   é  a  razão  porque  a  astrologia  recebe  tanta crítica da comunidade científica de mental concreto e do público em geral - porque não existe uma demonstração da “ciência”  ou  racionalização mental. 

O  caminho  do Misticismo eventualmente  conduz  ao  caminho  do  Ocultismo,  onde as qualidades  do coração e da mente são sintetizadas. O Ocultismo é uma  ciência  holística  e, portanto  tem  o  potencial  de  conectar-se  com as  ciências concretas. Uma síntese dos caminhos místicos e ocultos leva a uma fusão do amor  e  da  razão. Entretanto,  existem  muitas  outras  facetas  da  ciência oculta,  todas  elas  a  serem  aprendidas  e  compreendidas como um todo. 

Para  responder  a  questão de  como  a  astrologia  funciona, é necessário partir brevemente para um cosmos maior a partir do qual essas forças emanam. Também será necessário introduzir alguns conceitos simples com os quais o leitor pode não estar familiarizado:

1. O  sistema solar é um ser vivo, da mesma forma como  todas as vidas individuais que nele habitam,  não  importa  se  são planetas, asteroides,  cometas, seres  humanos  ou  de  qualquer  reino  na  natureza. De alguma forma, todas essas ‘vidas inferiores’ podem ser visualizadas  como  ‘células’ dentro de um corpo maior. O ponto  fundamental  aqui  é  perceber  que  todas  essas formas estão habitadas por algum tipo de inteligência, desde a consciência mineral mais primitiva, à de uma alma humana, ou ao “deus”  que habita um planeta ou um sol. Da  mesma  forma  que  humanos possuem centros de energia sutis ou chakras,  os  chamados  sete  planetas  “sagrados” deste sistema  solar  preenchem  a  mesma  função. Em  uma  escala  maior, este sistema solar como um todo  pode  ser  visto  como  um  chakra  gigantesco   ou   centro  de  energia,   habitado  por  uma   consciência  estupenda   que  podemos  vagamente chamar de  “deus” ou esotericamente, de “Logos Solar”.  A   Sabedoria  Antiga  nos  ensina  que  nosso  sol  faz  parte  de  um  corpo  corporativo   de  seis outros  sóis – os  quais compõem  uma  entidade cósmica sólida que processa sua evolução de acordo com seu próprio nível, e assim por diante.

2. Estes sete sóis,  dos quais um é o nosso, estão continuamente liberando forças que são produtos da sua evolução em curso. Dizem que estas forças  são absorvidas através das sete estrelas  da  constelação  da  Grande Ursa (Ursa Major) e suas emanações são os chamados  Sete  Raios. É suficiente dizer que as  sete  estrelas  da  Grande  Ursa  tem  muita  história  e mitologia  registradas  na  consciência humana;  na  Índia,  são  conhecidas como os Sete Rishis, associados com a Vontade e genericamente consideradas como “masculinas”. Dizem também que as sete forças que emanam dessas estrelas se unem com as  sete  estrelas  da  constelação  de  Plêiades,  as  chamadas “Sete Irmãs”, também  ricas  de  lendas,  constituindo  as  forças  que  representam  a “Mãe Cósmica”,  ou  princípio  “feminino”.  Assim  temos  um  verdadeiro  “casamento  feito  nos  céus” na  medida  que  essas forças convergem. O Pai e a Mãe produzem  um  “filho”,  representado   pela  estrela  Sirius.  Juntos,   essas  três  constelações  -  A  Grande Ursa,  as  Plêiades  e  Sirius –  constituem  um triângulo condicionador maior de forças que influenciam este sistema solar.

3. A  partir  dessas três  constelações, as energias dos sete raios fluem  através das sete estrelas da Pequena Ursa (Ursa Menor) e são então magnetizadas para  uma  ou  outra  das  doze  constelações  zodiacais, para não confundir com os signos zodiacais. Alguns raios são transmitidos através de constelações particulares  com as quais possuem afinidade e, modificados, fluem em direção ao nosso sistema solar.

4. Nosso   sol  age  como um “portal”  por onde podem fluir as energias dos sete raios e a partir daí, as sete forças são direcionadas para os  “sete planetas sagrados”  do nosso sistema solar, que atuam como  “veículos” para as energias dos raios. Os raios têm uma afinidade com cada um dos sete planetas, que  são,  obviamente, protótipos  dos Sete Rishis da Grande Ursa. Acima  como  acima,  abaixo.  Existem cinco planetas “não-sagrados” que também possuem uma afinidade com os raios e auxiliam na sua transmissão.

5. Os  planetas  continuamente  orbitam  nosso sol, criando um vasto oceano de forças e  transmitem  essas  energias  para a terra através dos seus signos zodiacais. Naturalmente s abemos da  ‘ciência  exotérica’ que  o  Sol e  a  Lua  produzem  ambos  efeitos  físicos, emocionais e mentais;  esses  estão  bem documentados  em  nossas  marés  terrestres, ciclos  de  lua  cheia,  atividades  solares  e  o crescimento que ocorre  na  natureza –  validados  por  muitos experimentos  e  descobertas  científicas. Os  outros  planetas  possuem  menos  efeitos  físicos, porém  uma  quantidade  maior  de efeitos psicológicos e psíquicos.

6. Os  planetas  transmitem  as  energias  dos  raios  através  do  zodíaco; o  signo  zodiacal  é outro padrão eletromagnético ou “forma de pensamento”.  A compreensão  do  que   constitui  uma  forma   de  pensamento, algo  que  todos  os  humanos  podem  criar,  é  essencial  na  compreensão  do  porquê   as energias  zodiacais  condicionam  os  seres  humanos,  mas  isto  está  além  do  escopo  desta  discussão.  Nosso   zodíaco   terrestre  de   “signos”   é   um reflexo  invisível  e  focalizador  das  energias  do  zodíaco  constelacional  visível  mencionado  anteriormente. O  zodíaco  pode  ser considerado  como um corpo  ‘sutil’  da Terra,  o corpo ‘astral’ (astral significando ‘substância estelar’). Portanto, existem energias intangíveis invisíveis que nós percebemos com nossos sentidos ‘intangíveis’ em desenvolvimento.

7. No momento em  que  essas  forças  alcançam  a  terra,  ocorre uma junção  de três grupos de padrões energéticos: dos raios, dos planetas e dos  signos zodiacais. Eles  percorrem seus caminhos através dos chakras maiores do planeta (cidades maiores, mas também certos grupos) e daí são distribuídos para a humanidade.

8. Quando  alcançam  um  ser  humano,  o  ponto  de  menor  resistência  é  encontrado  em  determinados  chakras,  dependendo  do  estado   aflorado  de percepção  de  um  indivíduo.  As sete  glândulas  endócrinas estão associadas especificamente com cada um dos sete chakras maiores, e  é  então  que um dos processos  mais  misteriosos  ocorre –  a  transformação  das  forças  ocultas  externas  ao  corpo em forças tangíveis  dentro  do  corpo. As  glândulas endócrinas são estimuladas para a atividade,  liberando  hormônios na corrente sanguínea, que  agem  como  catalisadores  para  o  crescimento  fisiológico e  comportamento  psicológico. Esta  é  uma  chave  para  compreendermos  como  as  energias  astrológicas  afetam  os  seres  humanos. O acima exposto encerra  uma  descrição  resumida do movimento da energia condicionadora a partir da sua fonte de emanação, descendo como forças planetárias para seu destino final no ser humano.

Para recapitular a jornada:

 Sete Sistemas solares dos quais o nosso é um deles. 

Sete Raios emanam das Sete Estrelas da constelação Grande Ursa.

Sete Estrelas das Plêiades. Sirius.

Sete Estrelas da constelação Ursa Menor.

Doze constelações zodiacais.

Nosso Sol. Sete Planetas Sagrados do nosso sistema  solar.

Doze signos zodiacais.

Chakras da Terra.

O Reino Humano. Os reinos animal, vegetal e mineral.

O diagrama que segue descreva a jornada de apenas um raio (EA 610)

Recapitulando também alguns conceitos que podem ser novos para os leitores:

1. Todas as formas – planetas, seres humanos, etc..., são habitados por uma essência motivacional ou princípio de alma.

2. Existem muitas relações entre os ‘deuses’, isto é, o princípio informador da vida por trás de uma estrela, planeta ou signo zodiacal.

3. Todas as formas possuem centros de energia o chakras, e “corpos sutis”.

4. O pensamento  é  a grande  força criativa do universo, não importa se é do ser humano como pensador divino, ou de maquinações da mente de Deus.

5. Existe um zodíaco  constelacional  que  é  visível  para  o  olho,  e  um  signo  zodiacal  que  não  é visível, embora possamos apurar a existência do último confrontando-o com a cortina de fundo do zodíaco constelacional.

6. Os chakras e  o  sistema  endócrino  constituem  a  maior  interface  entre  as  forças  sutis  invisíveis  e  o comportamento humano psicológico. Os raios também podem ser percebidos através da cor ou do som. As sete cores e sons dos raios propiciam uma abordagem mais  intuitiva  para  a  compreensão. Por exemplo, o 7º  Raio corresponde à nota G e à cor violeta, dependendo das oitavas que estão sendo usadas. Os sons e as cores são também mensuráveis em termos da sua capacidade vibratória, e isto está bem documentado.

Determinadas notas e cores  para  as  quais  uma  pessoa consistentemente responde, pode indicar o raio associado com ela de forma proeminente  na  sua estrutura  individual  de  raios. Algumas  cores  podem  se  originar  da  mistura  de  duas cores e  podem  indicar  a  interação  entre o raio da alma e o raio da  personalidade, por exemplo, uma  alma  de 2º Raio (azul índigo) e uma personalidade de 1º Raio (vermelho)  produzem,  quando  combinados,  a  cor  lilás ou  violeta.Obviamente esta cor última está também associada com o 7º Raio, portanto pode haver muito trabalho a ser feito.  

De  uma  forma  geral, o  tipo de pessoa  atraída  à música de Mozart pode estar sintonizada com o 2º Raio de Amor-Sabedoria, enquanto que Wagner pode ser mais atrativo para aqueles que estão sob a influência do lº Raio da Vontade-Poder.

Num  mundo  dualístico, os opostos não realizados dentro de uma pessoa constituem a razão principal para a reencarnação. Os ‘pares de opostos’   existem em  todos  os   planos,  mas   particularmente  no  plano  astral  ou  emocional   da   maioria  da  humanidade.  Quando  encaminhamos  mais  iluminação  da alma  para  dentro  de  nós  mesmos,  geralmente  a  luz  flui para dentro dos  opostos sombreados, forçando uma transformação do passado de forma que ficamos à altura da vibração superior e não daquela que estamos conectados  no presente.

Um  grande  conflito é gerado entre a luz da alma e os aspectos não redimidos de nós mesmos. Uma das principais causas para o tumulto sem  precedentes neste  século   deve-se   em  grande  parte  à  humanidade  estar  enfrentando  sua  ‘sombra’  coletivamente,  de   forma   que  muitos  seres  estão  agora equilibrados  para  receber  a  iniciação, com  uma grande expansão de consciência. O resultado bem sucedido deste  grande  evento  irá  deflagrar algumas revelações maiores – sobre a realidade da alma, a verdade sobre a morte e a existência do reino angelical.

O  tumulto  planetário  também  é  devido  ao  fator  astronômico  da  precessão, com  a cúspide das eras movendo-se de Peixes para Aquário, bem como a coincidência  de  muitos  ciclos  planetários  e raios estarem ocorrendo dentro de um período curto de tempo. Existem muitas almas  avançadas  que  estão sendo  encarnadas  nesse  momento  do  novo  7º Raio,  aumentando  durante  a  década. O 7º Raio de Magia Cerimonial  ou  Ordem  condicionará o próximo ciclo de 2,160  anos de Aquário. Muitas almas avançadas não responderão bem às leituras astrológicas  ‘exotéricas’.  Alguns  astrólogos  erram  ao  projetar um  certo  fatalismo  nas suas  leituras,  afirmando  que  isso  é  assim  e  portanto  é isso,  da  forma  que acontecerá. Isto não deixa a livre escolha para o indivíduo trabalhar criativamente com seus padrões de nascimento revelados no horóscopo.

Nós não somos as vítimas fatais dos nossos horóscopos; embora a alma tenha decidido transformar o  karma  com  determinados   desafios  e  obstruções. Também  trouxemos  muitas  habilidades com as quais temos condições de superar esses problemas; portanto, podemos   ser    co-criadores    conscientes do  nosso  destino.  Como  estudantes   de   astrologia    ou    praticantes    exotéricos (psicólogos/humanistas),  temos  uma  certa  responsabilidade  para reconhecer  essas  energias  superiores  de  oitavas, de  forma  que possamos  prestar  um serviço verdadeiro para nossa humanidade companheira. Vamos agora analisar  algumas  diferenças  entre  os  dois  tipos  de  Astrologia. Lembrem-se  de  que  alguns  temas  chaves  são  trabalhados  pela  astrologia  da personalidade; mesmo assim, a astrologia esotérica irá interpretar alguns deles com um diferente contexto ou perspectiva.

Astrologia da Personalidade (‘exotérica’, exterior, externa)

É  importante  para  ajudar  a  adquirir  uma  personalidade  integrada e unificada; conhecer os regentes planetários exotéricos, casas e signo solar.

Lida  com:  os   efeitos,  eventos,  manifestação  física,  personalidade,   partes,  desejo,  chakras  inferiores,  o  particular, o   eu separado, exclusividade, ‘destino’ individual, o tangível, concreto, racional, masculino.

Da  mesma  forma  que  o  Sol  é  o  centro  para  os  planetas  no  sistema  solar, em  um  horóscopo, ele  é  a  força  de  integração  para  a  expressão   da personalidade.O Sol é o canal da personalidade para o signo Ascendente.

Quando  uma  certa  quantia  de  integração  da  personalidade  foi  realizada, então  a  alma  pode  expressar  a  si  mesma  mais facilmente através do seu ’instrumento’. A localização do Sol em uma carta natal é dependente do Signo Ascendente em particular.

 

Astrologia Esotérica (‘esotérica’, interior, subjetiva)

Ajuda  a  demonstrar  como  o  contacto  com  a  alma  pode  ser alcançado e criativamente canalizado para harmonizar os raios da alma e da personalidade; ajuda a conhecer os regentes planetários esotéricos, a Ciência das Três Cruzes, e o Signo Ascendente.

Lida  com:  as  causas,  a  Alma,  inclusividade,  realização  interior, conjuntos,  amor, chakras  superiores, destino  individual  dentro de um grupo maior, o intangível,  abstrato,  intuição,  feminino.  Desenvolve  a  fusão  do  conhecimento  com  a  intuição  e  a  integração da  mente e do   coração.   Examina  o propósito  do  eu  superior  na  medida   em   que  interage  com  sua  alma   grupal.  Enfatiza   a   unidade  e interconectividade de toda vida.

O Signo Ascendente 

Muito  mais  ênfase.  Este  ângulo  da  carta  natal  é  determinado  pela  hora exata  do  nascimento  (primeira respiração)  e  representa  a encarnação  da alma. A  Alma  eterna  vem  antes  da personalidade; portanto, o Signo Ascendente vem primeiro. No simbolismo do Sol Nascente  reside  uma  chave  para os  problemas  da  vida  e  realizações  de  vida. Com  a  regência  dos  planetas  esotéricos,  o Signo  Ascendente   conduz   ao   destino  de  uma  pessoa. O Signo  Ascendente  representa  a   mais  alta  qualidade   que   uma  alma  pode  potencialmente  revelar   em   qualquer   vida;   uma  carta  natal  pode  ser delineada através do exame dos regentes da sua personalidade e da sua alma,  os  signos  e casas que ocupam e os aspectos que determinam. Obviamente, se o Signo Ascendente é a qualidade maior a ser revelada, então a oitava maior ou regente da alma merece uma consideração maior.

O  Signo  Ascendente expressará as características da personalidade; geralmente existe muito mais atrás da máscara que é capaz de se expressar,  mbora nunca seja acessado. O ponto de menor resistência é o signo Solar.

Quando   um   buscador   espiritual   (‘aspirante’   ou  ‘discípulo’)  tiver  alcançado    um  certo   grau  de  desenvolvimento,  os  regentes  da   personalidade deixarão de surtir efeito, e o que ocorrerá mais são respostas aos regentes da alma; esses são os mesmos planetas, mas expressam  uma  oitava  superior. Portanto,  a  Astrologia  Esotérica pode descrever a radiação da alma em desenvolvimento, através das influências  dos regentes esotéricos. Ainda durante muitos anos a Astrologia  Exotérica  e  Esotérica andarão lado a lado, até que a ponte ou  ‘antahkarana’  seja  construída  para  esta  nova arte científica. A realização  profunda  da conexão de todas as formas devida está no seu alvorecer, através da compreensão da realidade da constituição etérica do planeta, e da realização da grande  matrix de vida ou teia dentro da qual toda vida existe.

A  compreensão  dos  planos  etéricos  e  mais  sutis  é  um  dos  assuntos  das  Ciências Ocultas   essencial para  a  Astrologia  Esotérica.  Outros  assuntos importantes  são:  Karma  e  Reincarnação,  Meditação, Formas  de  Pensamento,   Telepatia,   Reino  Angelical ou Dévico, Cura Esotérica, Chakras, Morte, Mestres de Sabedoria, História Oculta da Terra, Glamour/Maya/Ilusão, Sonhos, Sons e Cores e muito mais.

Algumas Considerações Adicionais sobre Astrologia Esotérica      

Também  fundamental  para  a  Astrologia  Esotérica   está  o  conceito  de  planetas  sagrados  e  não-sagrados. Os  planetas  não-sagrados  como  Marte, Plutão,  a Lua e a Terra,  influenciam  os  corpos  mental, astral  e  físico. Os  outros  planetas, que  são os Sagrados, ajudam a integrar a personalidade e a torná-la um instrumento da alma.

A compreensão dos planetas sagrados e não-sagrados permite ao astrólogo dar uma orientação mais específica aos seus clientes.

Da mesma forma, uma nova e inteira reconsideração  de  ‘exaltação,  detrimento   e  queda’,  como  indicadores  das  “três  etapas  do  Caminho”  ajudarão a  revolucionar  a  astrologia. Uma  reavaliação  correta  dos  decanatos  é  outra técnica emergente. Comenta-se que eles revelarão a oportunidade de vida imediata, a natureza exata do próximo passo espiritual adiante, e a natureza precisa dos desafios iniciatórios.

Um  aspecto  maior  a  ser  considerado  como  parte  integral da Astrologia Esotérica é a Ciência da Iniciação. De vida em vida iniciamos atividades, através da percepção gerada pelas realizações que afloram na consciência.

Embora  não  ‘façamos’  uma  iniciação  ritualística  no  nosso  estado  subjetivo, ela  realmente  acontece, apenas  como  um  reconhecimento  do  trabalho que  já  realizamos.  Nosso  senso  de  responsabilidade  nos  possibilita  usar as energias que  provavelmente  não  pudemos acessar  anteriormente.  Essas iniciações  relacionam-se  com  a  coordenação  e  controle  dos  nosso s vários  corpos – físico, emocional  e  mental. Por  exemplo, uma  das  mais difíceis iniciações  a  serem tomadas é aquela  do  corpo  emocional, da  qual  o Escorpião é o símbolo. Durante  esta  iniciação, Marte  e  Plutão  nos  fazem  passar por  experiências cruciais, enquanto  que  as  energias  de  Vênus, Netuno  e Júpiter estão também expressando fortemente o princípio do Amor; assim,as emoções do chakra do plexo solar são re-polarizadas com sucesso para o lótus do coração, onde são expressas como amor.

O desejo emocional  e o  apego são simplesmente reflexos distorcidos do princípio do Amor que governa esotericamente este sistema solar inteiro durante o presente ciclo.

Este  estágio  do  crescimento  é  também  conhecido  como  o estágio ‘místico’ da percepção. Muitos que estão no Caminho hoje estão tomando  ou  estão prontos  para  tomar  esta  iniciação. As  relações  constituem  um  dos  maiores  ‘campos  de  cremação’  onde  esta  transformação   acontece;   tem  sido chamado de Caminho do Bodhisattva, tal  o  grau  de  sacrifício  necessário. Da  mesma forma, muitos seres da humanidade estão equilibrados o suficiente para tomar a Primeira Iniciação, que consiste do nascimento da percepção da alma firmemente ancorada na caverna do coração.

A   humanidade   pode  ser   visualizada  como  sendo  muitas  unidades  ou  ‘átomos’  de  consciência  dentro  do  corpo de ‘Deus’.  Nossa  percepção  deste grande Ser  encarnado que é a Terra, com todas suas miríades de fluxos de vida, expande-se na medida que evoluímos e crescemos. Portanto,  uma  breve introdução  a  este  vasto  assunto não pode possivelmente cobrir todas as facetas desta grande joia. Se isto aguçou seu apetite, existem ainda muito mais tesouros esperando ser descobertos!

Texto original de Phillip Lindsay, 2008 – adaptado e comentários de J. C. Esvael.

Comentários sobre um tema atual 3

Médiuns 

Assim como  o  Universo  material  existe  como  resultado  e  não  como  fim, os médiuns em seu início de desenvolvimento, e pode levar anos nessa fase, precisam compreender que,

“Assim  como  a  Ideação  Pré-Cosmica  é  a  raiz  de  toda  a  consciência  individual, assim também a Substância Pré-Cósmica é o Substratum da matéria  nos  seus diversos graus  de manifestação. Daí resulta que o contraste desses dois aspectos do Absoluto é essencial para a existência do Universo manifestado.  Isolada  da  Substância  Cósmica,  a  Ideação Cósmica  não  poderia manifestar-se como consciência individual; pois só por meio de um veículo (upâdhi) de matéria é que a consciência emerge como “Eu sou Eu”, sendo necessária uma base física para concentrar um Raio da Mente Universal  a  certo  grau  de  complexidade. E  por sua vez, separada  da  Ideação  Cósmica, a  Substância  Cósmica  não passaria de uma abstração  vazia, e  nenhuma  manifestação  de consciência poderia surgir. O Universo Manifestado acha-se, portanto, informado pela dualidade, que vem  a  ser a essência mesma  de sua Existência  como  manifestação. Mas,  assim  como  os polos opostos de Sujeito e Objeto, de Espírito e Matéria, não são mais que aspectos da Unidade Uma, que é sua síntese, assim também no Universo Manifestado existe “algo” que une o Espírito à Matéria,  o  Sujeito  ao  Objeto.  Esse “algo”, que  a  especulação ocidental  presentemente  desconhece  é  chamado  Fohat pelos ocultistas. É a “ponte”  por  meio  da  qual as ideias existentes no Pensamento Divino passam a imprimir-se sobre a substância Cósmica, como Leis da Natureza. Fohat é, assim, a energia dinâmica da Ideação Cósmica; ou então encarado sob outro aspecto, e o “médium” inteligente, o poder diretor de toda a manifestaçã0, o  Pensamento  Divino  transmitido  e  manifestado  por  intermédio  dos  Dhyân  Chohans  (Arcanjos, Serafins, Anjos Maiores, da Teologia Cristã),  os  Arquitetos  do  Mundo Invisível (os Orixás Incriados). Assim, do Espírito ou Ideação Cósmica provém a nossa Consciência; da Substância Cósmica,  os  diversos  veículos  em  que  esta  Consciência  se  individualiza  e  chega  ao  Eu,  à consciência de si mesma ou reflexiva; enquanto Fohat, em  suas  manifestações  várias, é  o  elo  misterioso  que une o Espírito à Matéria, o princípio animador que eletriza cada átomo para dar-lhe vida.”

... a mediunidade  como  a  lei cósmica dentro da qual está inserida, permite que as realidades supra-físicas possam ocorrer, repetindo o processo no plano físico, “o que é em cima é em baixo”, e que as criaturas não apenas se manifestem, mas que esta manifestação seja a  transformação pela  assimilação  de energias, e a incidência dos mesmos princípios cósmicos e sua percepção nos planos menores ocorre.

É  quando  a  médium  Hailliot,  ainda  sem  plena  consciência  de  sua particular mediunidade, mas que é efetiva permite que se tornem perceptíveis, e ao receber  seu “banho particular de cultura”  que  nos  deixa  saudosos  das  raízes  europeias  e  doloridos  da distância existente... é quando é “encontrada” por  criaturas  que  vagam  até o momento em que realiza por si mesma o contato, dotados de inteligência, mas não sabedoria, dotados de inteligência  não de consciência e se manifestam... em vários médiuns, completando-se e depois com o médium Assis, compreendem e tornam compreensível o todo de que tratamos e o tempo.

- Onde é que estou o que estou fazendo aqui?

-Como é que eu vim parar aqui, isto é muito louco cara?

E na sala outros continuam, repetem, manifestam-se: Como eu vim parar aqui?

Estão  num  outro  local, um  outro  tempo, e  em  outro  espaço, inconscientes  ainda, atraídos, tanto como o médium de suas presenças moleculares, mas reais, e como é possível? Quais  mecanismos atraem os espíritos, o que eles veem. Mas não é o ver, é um fenômeno de atração dos mais característicos da mediunidade, o “fantasma”  reconhece  os  sinais  luminosos  dentro  dos  corpos  e  nos  centros  ativos,  nos  corpos  internos  do médium que podem ser desconhecidos,   um   potencial   que   se   oculta,  que   podem   ser   percebidos  e  depois   numa  operação   inversa  “incorporam”,  desdobrando-se   em manifestações claras, o que podemos chamar de mecanismo básico da atração, e os fenômenos de manifestação tão comuns nos centros espíritas, mas vai além,  são  operações  paralelas e simultâneas de materialização, de uma maneira simples diríamos que são atraídos, atraídos e trazidos até aqui de alguma forma, não  importa  onde  estavam,  o  que  fizeram, o que aparentemente se tornam quando manifestados, eles são atraídos como muitos outros seres e criaturas, pelas mesmas leis. E explicamos sobre seus tempos e sobre as leis gerais que desconheciam.

Ocorre uma progressiva transferência de consciência:

-Entendi, diz um, sei que não estou no meu corpo e sou meu corpo, mas e para onde vou?

- E agora o que vai acontecer, para vamos? O que de alguma forma é repetido por mais de cem criaturas em quinze médiuns.

- Quer dizer que eu posso passar de um corpo para outro? Que barato cara!

Havia explicado a Lei da Transferência.

-Foi assim  que chegaram até aqui e podem continuar com eles, ou se deslocarem para o universo dimensional em que estão agora, não faz diferença, começam a se deslocar e a aprender em cada situação.

E  falamos  do  tempo, que  de alguma forma pode ser eterno, de onde foram trazidos, e que podem se perceber, cada um com suas formas e como foram, até em mais de uma vida, que tudo de alguma foram é sempre.

E  minutos  depois  enquanto  ainda  refletíamos  no  que  acontecia  foi que observamos o Assis, olhar para o teto absorto em seus pensamentos, intuindo talvez, e conclui em voz alta:

- Quer dizer que eu acreditava que o tempo tinha passado, e pensa no tempo, que ele acredita existir como conhece no tempo físico em que as coisas se realizam, então... e para possivelmente se dando conta de outro tempo.

Explicávamos  para  as  criaturas  e  até  para  os  médiuns que foram atraídas, e que sentiram e absorveram através das presenças e das leis que regem as relações, e  explicamos  que  todas  aquelas  pessoas  e criaturas dentro delas podem ter sido atraídas Por alguma coisa no Assis, como ocorre em todos os médiuns saibam ou não, que o sentem ainda, e que sob a aparência e a forma de um funcionário de banco continuava a existir o médium e em seu espectro de consciência  pode  perceber  que  tudo  o  que  experimentou  está  ao  alcance  de  sua  vontade  de  sua  mente e consciência e que podemos levá-lo ao seu amplo passado e se conectar.

-Isso não é possível diz alguém, lutando com sua própria realidade.

-Eu posso, respondi calmamente, todos podem e ordenando que fechasse os olhos e parasse de pensar, se deixasse envolver pela imensa realidade.

- Para com  teus  pensamentos, e  observa  tua  realidade, alguma  coisa  sumiu  com  o tempo? Podes  perceber  o  que  se representou nos desejos e necessidades ocultas de quantos te procuraram, e o que neles havia? O que os atraiu até tua pessoa? Podes sentir e olhar como eles, percebê-los?

-Quantos são, perguntei segundos depois?

- São muitos. E completa:-

- Eu  acreditava que  havia  me  livrado  quando  saí  do  banco,  e  surpreso  percebe  as  ligações  que permanecem, os fios que ligam as criaturas que existem, talvez todas as criaturas, mas estas eram as suas, fios que de alguma forma percebe agora.

Apesar  de  existir  outro  local, outro  tempo  e  outro espaço, tudo existe ainda e o levamos por minutos a experimentar aquilo que o transformará, nós o conectamos,  e  em  minutos descobriu o que é ser médium, e que realizava com sua existência a precipitação, que entendia simplesmente a lei do cosmos, a  precipitação  permite  que  os  planos  se  ligam,  torna-se  um  meio, que  faz acontecer quando quiser, que é assim com todos, que pode ser assim, sua conexão, de tal forma que é possível para muitas destas criaturas  que  aparentemente pensava eram de seu passado, e agora compreende, indo além, que elas  fazem  parte  de  sua  vida!  Elas  são  sua  vida!

Comentários sobre um tema atual - 2

Para uma compreensão da teoria da Alma e dos Corpos

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Durante muitos anos instruímos nossos  estudantes  procurando  conduzi-los  m entendimento sobre a própria constituição interna  e sobre a evolução  do pensamento  ocidental,  deixando   subentendida   a   existência  de  outras  correntes  de  pensamento, sobretudo  a oriental,  mas  em  que consiste essa diferença? Sobre  esse assunto nosso último artigo “usou” parte dos comentários encontrados em Alice Bailey,  por  serem  claros  e  para  que  os  nossos estudantes  tenham  outros  referenciais,  e  fomos  felizes  na escolha. Será uma assimilação  fácil  perceber  como  fomos  educados  e  como  olhamos  o mundo,  e que  podemos  avançar  e  “pensar”  a  partir de outros referenciais,  ou  de  outras  fontes  de  informação  como  as obtidas pelas percepções e sensações oriundas de outros sentidos? Como  transferir  o  centro  de  nossas  decisões  para  uma  alma que para o ocidental é hipotética, e compreender o que  seja  alma  no  sentido  oriental  do  termo, como  é  para  milhões de  pessoas  que não possuem uma religião como o que entendemos por religião e substituir a  ideia  de  um  Deus  criador  e  mantermos  a  de  uma  presença  sempre  presente?  Substituirmos  a   ideia  imposta  de  deus  pela  de   uma religiosidade que  considere  uma  realidade interna  e  por  ela  a  existência  como um pertencimento, uma integração. Não tentamos apenas  conduzi-los procuramos  mostrar   como,  com  práticas,  exercícios,  mas  tudo  pode  ser  insuficiente se não conseguirmos outro entendimento  sobre  a  existência, dificuldade que é preciso superar, que  é  construída e sustentada pelas instituições, a educação recebida é a evolução das massas ou  seu desdobramento, ainda  que  inclua  os  níveis  mais  avançados  de  doutorado  e  pós-doutorado,  um  ensino  que  é  antes  para a execução de tarefas e não inclui nem um entendimento nem a capacidade de refletirem sobre as relações do homem com o cosmos, o que sequer é considerado.

“O homem  é  um  ser integrado, mas a  existência  significa  mais  para  uns  do  que para outros. Para uns, é uma existência puramente  animal;  para  outros, é a soma de todas as experiências emocionais e sensoriais; para outros, ainda, envolve tudo isto,  mais  a  consciência  mental   que  enriquece  e  aprofunda  grandemente  a   vida.  Para  alguns  (e  são  a  fina  flor  da  família  humana) o  Ser  representa  o  reconhecimento  da habilidade de registrar contatos universais e subjetivos (O. Citada, pag. 43)”.

Vamos  por  etapas,  a integração  do  homem  com  o  cosmos  ou  o  universo  em  torno  ocorre  através  das  estruturas do corpo etérico, os plexos, que respondem  a  toda  mudança ou energia constituinte da natureza existente, e internamente pelos meridianos que fazem a ligação  entre  o corpo etérico e o corpo físico. Evidenciamos que toda a criatura da natureza possui existência no plano etérico, pelo que se pode afirmar  que  toda  a natureza está então integrada  e conectada. Com  o  treino  o  estudante pode sentir  e  perceber o que ocorre no meio onde está, pode sentir e perceber, mas alguns podem se desenvolver  a  ponto  de ver  os canais energéticos  que se formam nos ambientes e interpenetram os corpos de toda a criatura. Podem ser sentidos como arrepios, vibrações e sensações físicas, mas quando  os ambientes  estão  sobrecarregados  as  sensações  são  de  mal  estar. Isso está nos conhecimentos básicos  do  espiritismo  e  dos esotéricos  no  mundo todo, mas  é  mais  que  isso, significa  esta  conexão  com  tudo  o  que  existe  e aqueles que podem perceber mais são importantes.

Um empecilho para  o  desenvolvimento  está  em  que  os  sensitivos terminam  agindo  por  suposições, de  que não precisam de uma condição intelectual é  uma delas  e  abrem  mão da reflexão e do entendimento dos mecanismos da mediunidade, esta situação se repete e um recurso  para  a  construção  de uma   profundidade  está   na  reflexão  mais  profunda,  que  implique  o  uso de todos os sentidos simultaneamente,  um  estado  de  alerta-consciência a definição mais  próxima  do  que  os  orientais entendem por meditação. Vai além, inclui  a   reflexão  e  sua  assimilação,  sua  interiorização,  é  uma  ação realizada  não com  a mente pensante, ma s dentro dos corpos, internalizada,  repetimos, não  é  uma  operação  que  se  realize  com  a mente-pensante. Com  esses  procedimentos  pretendemos ir adiante,  quero  dizer  que  se vocês estão interessados em aprender, terão de aprender a ser mais, e as ações de aprendizado vão além do plano mental inferior que é o mundo dos pensamentos e esse será o aprendizado no sentido mais profundo.

 3. Em  um  longo  trecho  de  “Educação  na  Nova  Era”, de Alice Bailey  encontramos  citações do que seria um objetivo das sucessivas encarnações:

A  palavra  espiritual  não  se  refere  ao  assim chamado assunto religioso. Todas as atividades  que  impelem  o  ser humano em direção a alguma forma  de  desenvolvimento  – físico,  emocional, mental, intuicional,  social – se for  para  o progresso de seu estado atual, será  essencialmente de  natureza  espiritual  e será  indicativo  da  existência  da  entidade  divina   interna. O espírito  do  homem  é  imortal; persiste   par a sempre, progredindo  de  um  ponto  a  outro  e  de  estágio  no   Caminho   da   Evolução,  desabrochando   firmemente  e   em  sequência  os  atributos  e aspectos divinos. Os três pontos de nosso tema geral são:

1- A técnica da Educação do futuro.

2- A ciência  do Antahkarana. Este se refere ao modo de vencer o vazio que  existe  na  consciência  do  homem  entre  o mundo   da   experiência humana   comum,   o  mundo   tridimensional   da    atividade  física-emocional-mental,   e  os  níveis  superiores  do  chamado   desenvolvimento espiritual, que é o mundo das ideias, da percepção intuitiva, da visão e compreensão espiritual.

3- Métodos da Construção do Antahkarana. Este   leva   à  conquista  das limitações – física   e   psicologia – que restringem,   no homem, a  livre expressão  da  divindade  inata.  Aqui   podemos   apenas   preparar  o  terreno  para  este  terceiro  ponto  porque  o  assunto envolve práticas de meditação avançada, a que se deve chegar gradualmente...

Poder-se-ia,   aqui,  por  que  é  de  valia  levar-se  em  consideração  o  que  já, a inda , no futuro.  Responderia   lembrando-vos  que  Tal  como o   homem   pensa,  assim   ele   é”.   Isso    é   um  truísmo   e   uma   trivialidade   do   ocultismo. Por  isso,  o   que  é  verdade  para  o  indivíduo é também  verdadeiro  para  o grupo, e  da mesma maneira que o grupo pensa, assim finalmente reagirá. A  medida que as ondas de  pensamento do grupo  penetrarem  na  atmosfera  mental  da  humanidade,  os  homens   serão  influenciados  e  a  inauguração  de  novos   meios  de  viver e de desenvolvimento processar-se-ão com crescente facilidade...

I – A educação,  até  o  presente,  tem-se  ocupado  com  a  arte  de  sintetizar  a história do passado, com a realização do passado em  todos   os departamentos  do   pensamento  humano,  e  no   conseguir  registrar  o   conhecimento  humano.  Lidou  com  aquelas  formas  de retrospectiva e  não  uma  visão  prospectiva. Lembro-vos   de  que  estou  aqui   generalizando  e  de  que  há  muitas  e  notáveis  pequenas  exceções  em  tal atitude.  

II – A   educação  deteve-se   principalmente  na  organização  da  mente  inferior  e   a  capacidade    de   uma   criança  tem   sido   grandemente avaliada   por  sua  reação  à  informação  acumulada (no  que  concerne  à  educação)  e   aos  dados  confrontados  e  coletados,   entregues   em sequencia, dirigidos e organizados ara equipar a criança para competir com a informação  que outros possuem.

III- A    educação   tem   sido,  até  agora,   grandemente   um  treino  de   memória,  apesar  de  estar  atualmente   surgindo   o  reconhecimento  de  que   tal   atitude   precisa    acabar.  A   criança   deve   assimilar  os   fatos   que  a raça  acredita   serem  verdadeiros, tenha experimentado no passado,  e  achado  adequados. Mas  cada era tem um critério diferente de adequação. A  era  de  Peixes  lidou com o detalhe do esforço para alcançar um ideal. Daí termos uma  história que cobre o período pelo qual as  tribos  adquiriram  status  nacional através da agressão, da guerra e da conquista. Isso foi indicativo da realização racial.

A   geografia   baseou-se  numa  reação   semelhante  à  ideia  de  expansão  e, através  dela, a  criança  aprendeu  como  os  homens, levados por necessidades  econômicas  e  outras  necessidades, conquistaram  territórios  e  absorveram  terras. Também  isto, e a certadamente,  tem  s ido considerado  como   uma  realização  racional.  Os  vários   ramos   da  ciência  também   têm   sido  considerados como  constituindo  a  conquista de  áreas  territoriais  e, uma vez mais, isto tem sido  aplaudido como realização racial. As  conquistas  da ciência, as conquistas das  nações  e  as conquistas  de territórios  são  todas  indicativas  do  método de  Peixes, com  seu idealismo, sua combatividade e sua separatividade em todos os campos – religioso, político e  econômico. Mas  a  era  da  síntese, da  inclusividade  e  do  conhecimento  está  sobre  nós, e  a  nova educação da Era de Aquário precisa começar muito suavemente e penetrar na aura humana.

IV – A  educação  é  mais  do  que  treinamento  de  memória  e  mais  do  que informar uma criança ou  um  estudante  sobre  o  passado  e  suas façanhas. Esses  fatores  têm  seu  valor  e  o passado deve ser  compreendido e estudado, pois  dele  deve crescer o que  é  novo  sua  floração  e seus  frutos. A  educação  envolve  mais do que a investigação  de  um  assunto  e  a  formação de conclusões  subsequentes, levando  a  hipótese que, por sua vez, levam a ainda mais investigação e conclusões. A Educação é mais  do  que  um  esforço sincero para preparar uma criança ou um adulto  para  ser  um  bom  cidadão, um  pai  inteligente  e  não  constituir  qualquer  encargo ao  Estado. Tem  uma  aplicação  mais  ampla do que produzir um ser humano que venha a ser um proprietário  comercial  e  não  uma  responsabilidade  comercial. A  educação  tem outros  objetivos além  de  tornar  a  vida agradável  e  assim  capacitar  homens  e  mulheres a adquirir uma cultura que lhes permitirá participar com  interesse de tudo que transpira nos três mundos das questões humanas. É tudo o acima , mas deveria ser muito mais.

V – A educação tem três objetivos principais, do ponto de vista do desenvolvimento humano:

Primeiro,   como   foi   entendido   por    muitos,  deve   fazer  de   um   homem  um  cidadão   inteligente,  um  pai  sábio  e   uma   personalidade controlada;  deve   adequá-lo  para  desempenhar  seu  papel  no trabalho do mundo e capacitá-lo para viver de modo pacífico e útil, em harmonia com seus vizinhos.

Segundo,   deve  capacitá-lo  para  preencher  a  lacuna  entre os vários aspectos  de  sua  própria natureza mental, e nisto jaz a maior ênfase das instruções  que  me  proponho  a  dar-vos.  Na  filosofia esotérica somos ensinados que no plano mental há três aspectos  d a mente, ou  daquela criatura  mental  que  denominamos  homem. Esses três  aspectos  constituem  a parte mais importante de sua natureza:

1 – Sua  mente concreta inferior, o princípio  do  raciocínio. É a este aspecto do homem que nossos processos educacionais se dedicam.

2 – O  Filho da  mente a que chamamos Alma.  Este  é o  princípio  da  inteligência e  é  denominado  por  muitos  nomes   na  literatura esotérica, tais  como  o  Anjo Solar, os Agnishvattas, o  princípio Crístico, etc.  Com  este,  a  religião  no  passado afirmou ocupar-se.

3 – A  mente  abstrata  superior, o guardião das ideias, mensageiro da iluminação para a mente inferior, desde que essa mente inferior esteja em comunicação com a alma. Deste mundo das ideias a filosofia tem declarado ocupar-se.

Poderíamos denominar estes três aspectos:

               A mente receptiva, a mente com a qual lidam os psicólogos.

               A mente individualizada, o Filho da mente.

                      A mente iluminada, a mente superior.

Terceiro, a lacuna  entre  a  mente  inferior  e  a alma tem de ser preenchida e, por estranho que pareça, a humanidade sempre o percebeu  e  daí  ter,  consequentemente,  falado  em  termos  de   alcançar  a  unidade, ou  fazer  a  unificação, ou  efetuar o alinhamento. São  todas  tentativas para expressar esta verdade percebida intuitivamente.

VI – A   educação  também  deveria   se  preocupar,  durante   a  nova  era,  com   o  preenchimento  dessa   lacuna   entre  os  três  aspectos    da natureza  da  mente:   entre   a  alma  e   a mente   inferior,   disso  resultando   a   unificação  entre  a  alma  e  a personalidade;  entre  a  mente inferior,  a  alma  e  a  mente   superior.  Para   isso  a   humanidade,  o   trabalho   da   construção   da    ponte   pode    prosseguir   numa   escala relativamente  ampla. Sobre   o   assunto  não  necessito  me alongar, pois diz respeito às técnicas da Sabedoria Antiga, sobre o que já vos revelei bastante em meus outros livros.

VII – A  educação  é,  por  isso, a  Ciência  do  Antahkarana. Esta  ciência  e este  termo são  a  maneira  esotérica de expressar a verdade  sobre a necessidade  desta  construção  da  ponte. O   antahkarana   é  a  ponte  que  o  homem  constrói – através  da  meditação,  da  compreensão e do mágico trabalho  criativo  da  alma –  entre  os  três  aspectos  da  natureza  de  sua mente. Por essa razão, os objetivos primordiais  da educação vindoura serão:

1-  Produzir  o  alinhamento  entre  a  mente e cérebro através  da correta  compreensão  da  constituição  interna do homem, particularmente do corpo etérico e dos centros de força.

2 – Edificar,  ou  construir,  uma  ponte  entre   cérebro-mente-alma   produzindo  assim   uma  personalidade  integrada,  que   seja  uma   firme expressão do desenvolvimento da alma, moradora interna.

3 – construir  a ponte  entre  a  mente inferior, a  alma,  a  mente  superior, para  que  a iluminação da personalidade se torne possível.

VIII – A   verdadeira  educação  é,  consequentemente,  a  ciência de unir as partes integrais do homem, e também d e  ligá-lo, por sua  vez,  com seu  ambiente  imediato, e  daí  com  o  todo  maior  no qual terá  de  desempenhar seu papel. Cada aspecto, visto   como   um   aspecto   inferior, pode  sempre   ser  simplesmente    a  expressão   do  superior  seguinte.  Nesta   frase expressei   uma   verdade  fundamental  que  engloba não somente  o  objetivo,  mas  mostra  também  o  problema  ante   todos  os  interessados  na   educação. Este  problema   é  avaliar   com   precisão o  centro,   ou  foco,  da  atenção  de  um  homem  e indicar onde a consciência está centrada primordialmente. Ele deve então ser treinado de tal maneira  que  uma  mudança  daquele  foco  para um  veículo  superior  seja  possível.  Podemos  também  expressar  esta ideia  de  uma  maneira igualmente   verdadeira dizendo   que  o  veículo  que  parece  de  suprema  importância  pode  tornar-se,  e  deveria  tornar-se,  de   importância secundária à medida que se transforma, simplesmente, no instrumento daquilo que é  superior e a si mesmo. Se o  corpo  astral (emocional)  é   o centro  da  vida  da  personalidade,  então   o  objetivo  do   processo  educacional   imposto  à  matéria  será   de    fazer   da natureza   mental   o fator dominante,  e  o  corpo  astral,  por  isso,  torna-se   aquele   que  é   impressionado  pelas  condições  ambientais  e  é sensível  às mesmas, mas   sob   o   controle  da  mente.  Se  a  mente  é  o centro  da   atenção  da  personalidade, então  a  atividade  da  alma   precisa  ser  trazida  à expressão  mais  completa; e  o  trabalho  assim  prossegue,  continuamente, o  progresso  se  processando  passo  a  passo  até   que  o  topo   da escada  seja alcançado;  Deveria  ser anotado aqui que  esta  exegese  inteira    da  mente  e  da  necessária  construção  da  ponte, não   passa da demonstração  prática  da  verdade   do  aforismo   ocultista  de  que  “antes  que  um homem  possa  palmilhar  o  Caminho,   precisa  torna-se  o próprio   Caminho”.  A antahkarana   é   simbolicamente,  o  Caminho. Este  é  um  dos paradoxos da ciência esotérica.  Passo  a  passo, de estágio a  estágio,  construímos   esse  Caminho,  do   mesmo   modo   que  a  aranha   tece  seu  fio.   É   aquele  caminho  de  volta   que  desenvolvemos de dentro de nós mesmos: é aquele Caminho que também encontramos e trilhamos.

O  texto  em  si  é claro, mas  não  pode-se   dizer  que  um processo  ocorre, nem  quando  ou  como. Durante  mais  de trinta  anos  observando   médiuns e  as  manifestações  de  “espíritos”,  pudemos indagar se não haveria um motivo oculto, e como  as  manifestações aparentam estar seguindo  ordens,  da existência  de  uma  hierarquia  que  as comanda, seja nos planos maiores seja nos planos chamados inferiores, se é  que  se  pode  falar como tal. Parecia-nos  sem  sentido  a  incessante  manifestação  de fantasmas,  de  espíritos  de  mortos  e assistirmos  doutrinadores  dizendo   “Segue  esta  luz”, ou  “Em nome  de  Jesus  isso... em nome  de  Jesus  aquilo!”, pois  quando  nos projetamos  astralmente  para  confirmar  o  ocorrido,  não  vimos  nem  luz  nem  a presença  de  entidades do astral superior, e sim a construção  mental  do  praticante,  o  que  se  confirmava  no  fato  de  que na semana seguinte voltava com a mesma manifestação. A conclusão  era  de  que  tinha  pouca  fé  e  isso anulava o trabalho, e uma dúzia de baboseiras neste porte. Nos caos em que houve uma  transformação ou  presença  esta  fazia  parte  da  memória  do  passado,  todavia   quando as manifestações eram de locais diferentes, outras épocas antigas ou remotas, não  sabiam  e  nem reconheciam o que era mencionado, o que nos levou a concluir que as   invocações e apelos poderiam estar senão erradas pelo menos incompletos.

O  estudante  comum  e  o médium  não  possuem  condições  de  avaliar  e  perceber  por  si o que é comentado, retomamos as investigações, e  conforme mencionado em nosso artigo anterior, procuramos levantar questões que foram diluídas nos livros anteriores, voltados para a prática   desenvolvimentista, mas  não  contém   as  reflexões   que  originam  e  antecedem  a  própria obra,  supondo  que  a experimentação  fosse  suficiente  e  levaria  o  estudante às  reflexões,  e  o  desejo  e  a  vontade de ir além fossem suficientes. Não contamos  com  o s amplos  recursos  da  mídia  controladora cujo objetivo não levar adiante  nem  promover  o  desenvolvimento, menos  o  despertar  da  consciência,  educados  para  uma  vida  comum  e  normal, que entendemos de consumo  e  sujeição.    Por  outro  lado   somente  alguns  dentre  os  formados  em  áreas  humanas  possuem  condições  de  acompanhar  e  assimilar  os questionamentos de Sartre à Foucault, passando por  Nietzsche, parte  desta  filosofia  tão  existencialista  quanto crítica, que constituem as bases de um novo iluminismo, às quais se somam os resultados mais avançados da Física e da Psicologia (Física Quântica e Psicologia  Transpessoal, por exemplo).

O educador fica  num  impasse, conduz aqueles que respondem, cada vez menos à medida que precisa de resposta maiores ou permanece limitado no que o grupo almeja e não são as questões finais da existência.

Lemos  as   instruções,  conhecemos  o  trabalho  de  Blavatski, da  qual  o  trabalho  de  Besant  e  Bailey   são  desdobramentos,  senão diretamente  pelos autores  senão  pelas  fontes  de  inspiração, a  presença  tanto  de  um  conhecimento específico a que tiveram acesso quando da  presença  de  “mestres” que  o  encaminharam. O que nos encaminha para  a  questão  de  haver  um algo mais que nos escapava na prática  mediúnica,  e  que  buscamos  ainda  na  década  de  noventa,  quando  acentuamos  desde  as  práticas  iniciais  a  condução  das  energias  ao  longo  dos  canais  da  coluna  “para  dentro   e  para cima”, mas  terminadas  as  práticas  em  aula  as  práticas  pessoais  não  se  sustentavam.  No  começo  do  século  XXI,  passados  anos  de  observação e insistência, com muitos interessados ficando pelo caminho, retomamos as discussões iniciais e as práticas profundas de observação dos corpos.

Chegamos  a  um  reexame  das  condições internas  e  dos  impeditivos,  e  detectamos  outros  fatores  incidindo sobre os comportamentos, ainda que de médiuns especiais:

a - Os   agentes   químicos   atuando  na   estrutura  orgânica, dentre  eles  a  questão da água, flúor,  cloro e metais pesados, com o consequente bloqueio da glândula pineal.

b- A  alteração da atmosfera  afetando  a  qualidade  da  energia vital absorvida pela respiração e a redução das práticas respiratórias, ambientes fechados ou sem condições de ventilação adequados.

c- Dos alimentos  alterados  pelo  empobrecimento  do  solo, adubos  artificiais  alterados,  como  a  ausência do cloreto de magnésio, e outros elementos.

De  que  forma  o  limite  físico  determina  o  limite  espiritual?  É a isto que nossa observação  atual  remete,  que pode ser um limite de compreensão  de muitos  dos  presentes,  devemos  retomar  à  questão,  como  tivemos  de  fazer  com  o  artigo  anterior  sobre  educação  oriental   e ocidental? O  limite encontrado    pode  ser   uma   construção  consciente  que  some  os    efeitos  da  mídia, dos   eletrônicos,  de   componentes  neles  instalados  e  mais  a contaminação química o que pode ser observado pelo cuidado e tipo de alimentação a que se dispõem no primeiro mundo.

1- Sobre as  manifestações  dos  espíritos nos  espiritismos mencionados, ficou claro que eles correspondem aos estágios evolutivos de todas  as  criaturas deste e  de outros planos e correspondem por sua vez ao passado dos médiuns ou deles fazem parte, ficando assim dentro do âmbito pessoal dos médiuns, e raramente  indo  além, influenciado  e  influenciando  suas  necessidades, interesses e condições. Raramente há a condição para que qualquer criatura do astral  superior  ou  de  outros  reinos  possam  se  manifestar,  o  limite  imposto pelo médium  e suas  intenções, que podem ser reforçados pela doutrina seguida, pela corrente doutrinária, pela “linha” e os conhecimentos aceitos pela instituição e quem a dirige.

As  manifestações  pertencem  ao  plano  da  personalidade  e  estão  dentro  das  dimensões  ou  subplanos  da  personalidade,  ego  inferior ou eu:  físico, etérico,   emocional   e    intelectual,  cada  um   com   seus  sistemas  de   distribuição  e   sua   energia   correspondente.   As  manifestações  não  podem despertar  o  médium  interiormente,  nem  ir além da condição em que estão, e somente podem conduzir até seu próprio limite. Há entidades em todos os reinos que  são  condutores, mas  em geral estas conduzem até  onde estão e algumas delas servem de  canal  para  outras  que  atuam  no  astral superior, sendo  intermediárias,  e  estas  continuam  conduzindo  adiante. Sendo  percebidas  atuando além da morte do indivíduo e na condução do mesmo durante um ciclo de encarnações.

Como  ficou  claro  nas  instruções  e  no artigo 1, os estudantes permanecem tendo como seu parâmetro a vida física,  a personalidade e o momento atual, mas a prática  espírita  pode  sim  ser um auxiliar e as criaturas que se manifestam ao ganhar consciência de seu estado e ser  conduzidas  além, permitem que  a s energias  com  que se constroem os corpos também ganhem um movimento e sejam conduzidas para cima, quando  uma  profunda  transformação tem  início. É  o  que  observamos  ao  conduzir  as  energias  até  o  frontal,  revertendo  a tendência geral e  dando  uma  direção  consciente, antinatural, invertendo  o  movimento  das  forças   e   isso  sim  leva  á  uma profunda possibilidade de transformação do praticante: “para dentro e para cima”, todo o tempo. O fizemos  em aula, com o  auxílio do outro,  ou isolados, ou   em  círculo, mas  conduzimos  para  cima  em  direção  do  coronário  hipotético, toda a  energia, incluindo  a  sexual  pela respiração, pelos mantras, pelos atos.

Aconteceu o  contato! Por  segundos,  por horas, dias  ou até uma semana, mas aconteceu, mesmo com os menos graduados presentes na sala,  aconteceu o contato!

Como a alma se comunica, de que forma saberei? Perguntam os mais simples.

Como luz, respondo na maior simplicidade, como luz!

Deixem-se   envolver  pelas  vibrações  oriundas  do  coronário  e  que  elas  se  estendam  através do cérebro-mente envolvendo tudo o que são e fazem e deixem  que  ocorra,  que  os  transforme,  que  os  conduza. Aceitem  a   presença  superior  de  si  mesmos, pois é isso que somos, a soma  dos  corpos  e por  eles  e  neles  nos  manifestamos   nós  que  somos  um, nós  que  somos  o  três  vezes  três  dos  corpos  internos e a primeira resposta é maior que a expectativa, nos conseguimos, de alguma forma e maneira estamos conseguindo.

Comentário sobre um tema atual

Compreendendo a mentalidade Ocidental e a Oriental

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É muito difícil para um estudante compreender o que está acontecendo à sua volta e dentro de si, aparentemente envolvido em  conflitos pessoais,  com  o emocional  conflitado  e  energeticamente  vulnerável,  termina  raciocinando  e  interpretando  os  fatos  do  modo  como foi  educado  e isso por décadas, desabituado a refletir sobre sua própria identidade, conclui com seu cérebro centrado na mente. Avançar deste estágio tem sido um  esforço sobremaneira difícil e o desperdício enorme.  Tendo  me  defrontado com a questão humana, por décadas tentamos criar as condições para a expansão da consciência em médiuns, e afirmar a  teoria  dos corpos como base de sua compreensão e entendimento dos mundos. Engatinhamos no esforço, esbarrando numa muralha intransponível  a  menos que alguns fundamentos sejam assimilados e haja inúmeras obras com esta finalidade, é uma questão de consciência, e sobre isto reforçamos  os  esforços  destes  autores  como  base para uma releitura de nós mesmos. Que possam ler nestas páginas um pouco do que sempre deveria estar em suas mentes, como    comenta o Dr. Jung:

“ A consciência  ocidental  não  é  de  modo algum  a  consciência geral,  mas  um  fator historicamente condicionado e geograficamente limitado, representativo apenas de uma parte da humanidade. A  expansão da nossa consciência não deveria produzir-se em detrimento de outros tipos de consciência,  mas  sim, pelo desenvolvimento  dos  elementos  de  nossa  psique  que  são  análogos  aos de uma psique estrangeira, assim como o Oriente  não  pode  prescindir de nossa técnica, ciência e indústria. A invasão europeia da Ásia foi um ato de violência em grande escala e impõe-nos o dever – “noblesse oblige” – de  compreender  a  mentalidade oriental. Isto talvez seja mais necessário do que nos damos conta atualmente” ((The Secret of the Golden Flower, p. 136) em Do Intelecto à Intuição, Alice Bailey, p. 13).”  

Esta compreensão é acentuada no texto seguinte da mesma obra:

“ A ciência  é  a  melhor  ferramenta  da  mente  ocidental, com  ela podem ser abertas mais portas que com as mãos. Assim, é a  parte  da  nossa compreensão, e só obscurece a nossa visão  interior  quando  pretende ser a única maneira de se alcançar o conhecimento. Mas foi o Oriente  que nos ensinou uma compreensão através da vida. Não  conhecemos este caminho senão vagamente, como um simples sentimento impreciso, tirado da terminologia religiosa e, como  consequência,  colocamos  facilmente a sabedoria oriental entre aspas e repelimo-la para o domínio obscuro da fé  e  da  superstição.  Mas  assim fazendo,  o  realismo  oriental  fica  inteiramente  incompreendido.  Não  consiste  em  intuições  sentimentais exageradamente místicas, quase patológicas, emanando de reclusos ascetas e lunáticos. A Sabedoria do Oriente está baseada num conhecimento prático... que não temos a mínima justificação para subestimar” (O. citada, p. 78).

A  construção  de  uma  consciência superior pode ser facilitada pelo uso das faculdades mediúnicas, como quando nos perguntamos qual a natureza última do médium, e  o  que  significa  seu  aparecimento  real  a  partir  da  segunda  metade  do  século XIX, não  queremos  dizer que não existiam antes, mas o fenômeno  espírita  pode, e seguramente foi, construído como um recurso da Alma, neste processo que tanto possibilita o resgate de milhões de criaturas como a percepção da continuidade da própria existência, e essa afirmação da continuidade das vidas e seu encadeamento é um conhecimento oriental.

Como seguem os comentários de Bailey:

“ É  no  exercício  da  mente  que  está  o  nó da questão. A  mente  humana  é aparentemente um instrumento que pode ser empregado em duas direções. Uma é para o exterior: a mente, ao  funcionar  neste modo, registra os nossos contactos com o mundo físico e o mundo mental em que vivemos, e reconhece as condições emotivas e sensoriais. É  o  registrador  e  o que correlaciona  as nossas sensações, reações e tudo o que lhe é transmitido por intermédio dos cinco sentidos e do cérebro. É um  campo  de  conhecimento que foi largamente estudado e os psicólogos fizeram grandes  avanços  na compreensão dos processos de mentalização. “Pensar, diz-nos o Dr. Jung, “é uma das quatro funções psicológicas básicas. É esta função psicológica que, de acordo com as suas próprias leis, modela as representações dadas em suas conexões conceituais. É uma atividade perceptiva, tanto passiva  como  ativa. O  pensamento  ativo  é  um  ato de vontade, o pensamento passivo uma ocorrência (Bailey, Do Intelecto á Intuição, p. 14).”

Nesse  sentido refletimos sobre o que é espiritual, e sobre a natureza da mediunidade e do médium, um tipo de inteligência, conforme Gardner, mas o que é  isto  e  como  entendemos  que  seja  exercida  a  função  mediúnica? É  o  pensamento sendo formulado e abastecido pelas impressões fornecidas pelos sentidos  agora  aguçados, e com isso experimenta além de seus limites e termina reconhecendo a existência das dimensões, o que somente pode ser feito pela  meditação  profunda  e  pelo  longo  treino  da  condição mística, assim  encontramos  a  grande  maioria  dos  médiuns  atingindo o limite dos corpos, experimentando  o  astral,  no  entanto  sem  a  reflexão  e  a  ajuda,  terminam  envolvidos  pelos  aparentes conflitos vividos dos corpos inferiores, físico, energético,  emocional  e  conceitual, mas ao invés de ir além e com isto se aproximar da alma, retorna ao mais simples e mais denso. Não transcende nem explora  o  astral,  pois  o  que  determina  as ações não é alma, mas a sua existência física. Como é possível?  Para o místico e para o oriental a Alma não é uma  questão  como  veremos  em  seguida, é uma afirmação, mas para o ocidental o centro da existência está na pessoa, e o espiritual aqui é o que ocorre dos  corpos  energéticos  até  os  pensamentos,  cuja  origem  não investiga. Este comportamento pode ser resultado de uma soma de elementos dentre os quais salientamos:

“ No passado,  a  educação era largamente colorida pela teologia e os seus métodos eram ditados pelos homens da Igreja. Agora, o vasto corpo do ensino  é  formado  pelo  Estado;  toda  a  tendência  religiosa   é  ignorada,  tendo em conta as numerosas Igrejas diferenciadas, e a tendência do ensino  é  quase  toda  materialista  e  científica.  Antigamente,  no  Oriente  e  no  Ocidente  não  tínhamos senão a educação dos membros mais altamente evoluídos da família humana. Hoje temos a educação das massas. Para bem compreender a educação futura e, cremos, superior, estes dois  fatores  devem  estar  presentes  no  espírito, porque  será numa síntese dos dois métodos – educação do indivíduo e das massas, educação religiosa  e  científica – que  se  encontrará  o  caminho. Como  todas as coisas neste período de transição, os nossos sistemas educacionais estão num estado de flutuação e mudança. É  geral  um  sentimento  de que muito se fez para elevar o nível da mente humana, simultaneamente a uma profunda  corrente  de  descontentamento  quanto  aos  resultados;  põe-se  em  causa se nossos sistemas de ensino estão alcançando o máximo benefício. Apreciamos  o  enorme  avanço  que  foi  realizado  no  curso  dos  últimos duzentos anos e, contudo, perguntamos se no fim de contas tiramos da vida tudo o que se poderia obter, das pessoas, com um sistema adequado de treino e desenvolvimento (O. Citada, p. 23).”

“Sob o  sistema  bramânico, no  Oriente,  e nos monastérios do Ocidente, dava-se uma cultura especial àqueles que podiam aproveitar e produzir indivíduos  excepcionais que,  até  hoje,  puseram  a  sua  marca  no  pensamento humano. O nosso mundo ocidental moderno substituiu isto pela educação  das  massas. Pela  primeira  vez  milhares  de  homens  aprendem  a  servir-se  das  suas  mentes. Começam  a  afirmar  a  sua   própria individualidade  e  a  formular as suas próprias ideias. A liberdade de pensamento, a libertação do controle das teologias (religiosas ou científicas) são os gritos  de  guerra  do presente e muito tem sido ganho. As massas começam a pensar por si próprias, mas é um pensamento da massa, e a opinião pública  temerária molda o pensamento tanto como outrora as teologias. O pioneiro tem tanta dificuldade, hoje em dia, como no passado, para fazer-se  sentir  no  mundo  do  pensamento  e  das  realizações. A grande roda da vida gira e talvez devêssemos voltar ao antigo método de instrução  especializada  em proveito  do indivíduo especial; reversão que não implicará uma rejeição da educação das massas. Deste modo, talvez consigamos finalmente unificar os métodos do passado e do Oriente com os do presente e do Ocidente (O. Citada, p. 25)”.

O momento atual é de profunda revisão dos valores e das intenções finais, questão de macroeconomia, e de infraestrutura de cada segmento da sociedade humana, que pode ser entendida como sendo uma crise e, no entanto representam uma transição. Escreve Bailey:

“Haverá  com  certeza  no  processo  da  educação, qualquer  coisa  mais  do  que apenas  para  preparar  o homem, em vista da luta pela vida e da adaptação  ao  meio  arbitrário?  A humanidade deve ser conduzida para o futuro e para a realização mais vasta e profunda. Deve ser equipada de maneira  a  fazer  face  a  todas  as  eventualidades  de  modo a obter os resultados mais elevados e melhores. Os poderes dos homens devem ser conduzidos  à  sua   plena  expressão  construtiva. A  realização  não  deve   ter  limite  padronizado  que,   uma  vez  atingido,  deixe   as  pessoas complacentes,  satisfeitas  consigo  mesmas  e,  por  conseguinte,  estáticas. Elas  devem  ser sempre conduzidas dos estágios de realização mais baixos  até  os mais altos, e a faculdade de conhecer deve ser expandida de maneira perseverante. A expansão e o crescimento são a lei da vida e enquanto  a  massa  dos  homens  deve  ser  elevada  por  um  sistema  de  educação suscetível de proporcionar o melhor bem ao maior número, o indivíduo  deve  receber  sua  herança  plena  e  deve  ser  providenciada  uma cultura especial que faça crescer e fortificar os mais perfeitos e os melhores entre nós, porque no seu aperfeiçoamento se encontra a promessa da Nova Era. O inferior e o  atrasado devem também submeter-se a um treino especial a fim de atingirem o modelo elevado que os educadores fixaram. Mas é de uma importância maior ainda, que nenhum, homem com aptidão ou equipamento especial seja mantido no nível estático do modelo de massa das classes educadas (O. Citada, p. 27).”

Pretender  que  os  mais  aptos  sejam  reconhecidos  é  uma  meta, uma  diretriz, uma  intenção  qu e deveria determinar toda a atividade educacional, é a diferença  entre  o  educador  e  o  professor,  é  para onde se olha, mas buscando os diferentes, e a diferença, encontramos as inteligências e a teoria das inteligências  múltiplas,  quando  olhamos  mais  além  encontramos  a teoria dos corpos, um nível a mais, um desafio a mais, e o médium é um diferente e precisa de  um  treino  e de uma educação especial que lhe permita lidar com as informações que produz com seu equipamento interno que aparentemente não  quis  ter, senão  pelas  condições  intangíveis  até  que  possa  desdobrar-se  ou  observar  por  si  mesmo  a  própria construção, mas isso ainda é uma dificuldade  a  superar  e  uma  questão  de  expansão  de  consciência, construção  essa  que  ocorre  em vidas, em sucessivas encarnações, que podem ser “assistidas” em transe mediúnico dirigido  e em grupos de desenvolvimento, é parte das percepções que se obtêm com a ativação dos centros, impressões, percepções,  e  sensações  que  surgem   na   mente  privilegiada  daquele  que  opta  pelo  despertar. A reflexão que cabe aqui, ainda é encontrada na obra referida, sobre como fomos educados.

Toda  a  resistência  que temos encontrado é aquela de quem foi “educado” até certo limite e condicionado tanto pela sociedade de consumo e seus valores artificialmente  impostos, como  pelo  sistema  educacional,  que  segue  as tradições ao invés de seguir paralelo a elas. Por isso os médiuns representaram uma ameaça para o discurso religioso condicionante, para as grandes religiões que  não possuem entre seus fundamentos a iniciação ou construção interior e é por isso que  suspeitamos  amparados  em  muitos   indícios, que o médium é parte dos recursos da natureza para conduzir o homem para além de seus limites, que de outro modo representariam uma dificuldade extrema para a evolução da raça.

“Tanto  o  Oriente  como  o  Ocidente  parecem  sentir  que  um sistema  de  educação  que  não  conduza realmente o homem desde o mundo das necessidades  para  a  mais  vasta  consciência  das  coisas espirituais falhou na sua missão e não responderá à aspiração intensa da alma humana. Falta  muito  num  desenvolvimento  que  faz  parar  muito  cedo o  intelecto  e  ignora  a faculdade demonstrada pelas melhores mentalidades de perceber  intuitivamente  a  verdade. Se  deixa  seus  estudantes com mentes fechadas e estáticas, deixa-os também sem equipamento que lhes permita  alcançar  estes  sutis  intangíveis  “quatro  quintos  de  vida”.  Deve-se  abrir  a  porta  para  os  que  podem  ir além do desenvolvimento acadêmico  mental, em  relação  ao  plano de vida físico. Devem ser cultivados, treinados e uma educação dada, adaptada ao que há neles de mais elevado   e   de melhor.  Uma  tal  educação  requer  uma  percepção  exata  do  crescimento,  do  estado  individual, e uma compreensão exata do crescimento,  em  cada  caso  da  etapa  seguinte. Isto  necessita  de  clarividência,  simpatia  e  compreensão  da parte do professor. Há entre os educadores, uma compreensão crescente desta necessidade de impulsionar os processos educativos mais avançados e, portanto, de elevar os que estão  submetidos á sua influência do domínio do intelecto puramente analítico e crítico, até os planos da razão pura e da percepção intuitiva...  Pode-se  dizer  que os nossos sistemas de educação modernos originam isto? Não é a mente padronizada e mantida baixa pelo nossos sistema de massas e pelo método que consiste em cobrir a memória de fatos mal assimilados (O. Citada, p. 29)”?

Parte da diferença pode ser finalizada na consideração seguinte.

“Esses  dois  métodos  de  aperfeiçoamento do homem e sua elevação até um padrão de massa, e a produção da emergência do novo tipo, a alma, constituem  a  principal  distinção entre os métodos educacionais ocidental e oriental. O contraste entre os dois modos de desenvolvimento é dos mais instrutivos. No  Oriente,  temos a cultura atenta do indivíduo, as massas foram deixadas praticamente sem educação. No ocidente, temos a educação  coletiva,  mas,  geralmente  falando,  o  indivíduo  permanece  sem  qualquer  cultura  específica. Esses  dois  grandiosos e divergentes sistemas  produziram, cada um, uma civilização que expressa o seu gênio e manifestações particulares, mas também os seus marcantes defeitos. As premissas  sobre  as  quais  estes   sistemas estão baseados diferem grandemente e é valioso considerá-las porque é na sua compreensão e na sua união final que talvez seja encontrada a solução para a nova raça, na Nova Era.

Primeiro:  No  sistema  oriental  assume-se que em toda a forma humana habita uma entidade, um ser chamado Ego ou Alma. Segundo: este Ego utiliza a forma do ser humano como instrumento, ou seu meio de expressão, e manifestar-se-á finalmente, pela  soma dos seus estados mentais e emotivos, utilizando o corpo físico  como   seu mecanismo de funcionamento sobre o plano físico como seu mecanismo de funcionamento sobre o plano físico. Finalmente, o controle destes meios de expressão está submetido à lei de Renascimento ou Reencarnação. Pelo processo evolutivo (que prossegue durante numerosas vidas num corpo físico) o Ego constrói gradualmente um instrumento apropriado à  manifestação e aprende a dominá-lo. Assim o Ego  ou  Alma  torna-se realmente criativo e autoconsciente no mais alto sentido, ativo no seu meio ambiente, manifestando assim, perfeitamente, a sua natureza verdadeira. Finalmente,  ganha  a libertação completa da forma, da escravidão da natureza dos desejos e da dominação do intelecto. Esta emancipação final e consequente transferência  do  centro  da consciência do reino humano para o reino espiritual é apressada  e  alimentada  por  uma  educação  especializada,  chamada  processo  de  meditação,  que  é  superimposto a uma mentalidade sábia e largamente  cultivada. O  resultado  deste  treino  individual  e  intenso  foi  espetacular ao extremo. O método oriental é o único que produziu os Fundamentos  de  todas  as  religiões,  porque  todas são de origem asiática. E responsável pelo aparecimento das Escrituras inspiradas do Mundo que moldaram os  pensamentos  dos  homens, pela  vinda dos Salvadores Mundiais: Buda, Zoroastro, Sri Krishna, Cristo, Lao-Tse, e uma dúzia de outros, assim como resultado desta técnica particular o Oriente produziu todas as Grandes Individualidades que deram a tônica própria para a sua época particular, e  o  ensinamento  necessário  para  o  desenvolvimento  da  Ideia-de-Deus  na  mente  dos  homens, e  assim fizeram avançar a humanidade  na  via  da  percepção  espiritual. O  resultado  exotérico  das suas vidas vê-se nas grandes religiões organizadas. No treinamento de indivíduos   altamente   desenvolvidos,  contudo   as  massas  na  Ásia  foram  negligenciadas, e  o  sistema,  em  consequência,  sob  o  ângulo  de desenvolvimento racial, deixa muito a desejar. O defeito do sistema é  o  desenvolvimento de tendências visionárias e pouco práticas. O místico é frequentemente  incapaz  de  fazer face ás circunstancias ambientais e quando se insiste unicamente sobre o lado subjetivo da vida, o bem-estar físico do indivíduo e da raça é negligenciado e desdenhado. As massas são abandonadas à luta, na ignorância, doença e imundície, o que começa a ser corrigido em alguns  locais, mas a maioria da população mundial está nestas condições, paralelamente à mais alta iluminação espiritual de uma elite favorecida.

No  Ocidente  tem  lugar  o  inverso. O subjetivo é ignorado e visto como hipotético e as premissas sobre as quais a nossa cultura se baseia são as seguintes:

Primeiro: Há  uma  entidade  chamada ser humano, que possui uma mente, um conjunto de emoções e um aparelho de resposta pelo qual é posto em contato com o ambiente. Segundo: o seu caráter e  as  suas disposições dependerão do seu aparelho de resposta, da condição de seu intelecto e  da natureza  das  circunstancias circunvizinhas. O  fim  dos  métodos  da   educação  aplicado  em  bloco  e  sem  discriminação  é torná-lo apto fisicamente,  aberto  mentalmente,  e  fornecer-lhe  uma  memória bem treinada, reações controladas e um caráter que o torne um instrumento social e um fator efetivo no corpo econômico. A  sua  mente  é  vista como a reserva onde são armazenados os fatos comunicados e a preparação dada a cada criança tem por fim fazer dela  um  membro  útil da sociedade, decente e auto-subsistente. O resultado destas premissas é o oposto do Oriente.  Não  temos  nenhuma  cultura específica, suscetível de produzir Figuras Mundiais, tais como as produzidas na Ásia; mas  elaboramos um sistema  de  educação  coletiva  e   desenvolvemos   grupos  de  pensadores.   Daí   nossas  universidades  e  escolas  públicas e privadas. Estas imprimem  a   sua   marca   sobre   milhares  de  homens,   entandartizam-nos,   preparam-nos   de  tal  modo  que  resulta  um produto humano, possuindo  um  certo saber  uniforme,  uma  certa  acumulação  de  fatos  estereotipados  e  uma  tintura  de  informação. Isto  significa que não temos  já  a  deplorável   ignorância  que  encontramos  na  Ásia, mas  um  nível  bastante  elevado de  conhecimento  generalizado. Assim  se deu origem ao que chamamos a civilização  com  as  suas  riquezas em livros e nas suas numerosas ciências. Isto  produziu a investigação científica do homem  e  os  grandes  grupos  em   oposição  às  grandes  individualidades...  contudo,  a  causa é  a  mesma:  um  método de   educação. Os dois processos são fundamentalmente corretos, não obstante,  necessitam-se  completar-se  um  com  o  outro. A  educação  de  massas   no Oriente conduzirá  á  retificação  dos   seu s problemas  materiais, cuja  solução  é  urgente. No Ocidente,  a  cultura  do  indivíduo,  completada  por  uma cultura  da  alma  segundo a técnica vinda do   Oriente, salvará  a nossa  civilização, em  marcha  para  a  destruição. O  Oriente  tem  necessidade  de  Saber  e  Instrução;  o  Ocidente  tem necessidade de Sabedoria e da técnica da meditação. (Citada, p. 35 a 38).”

Tais  considerações  são  atualíssimas  e  completam   nossos estudos sobre a mediunidade e sobre a necessidade de uma educação especial dos médiuns. O sistema dominante precisa ocupar todo o espaço da mente emocional e da  mente instintiva e não restar ao indivíduo senão as crises administráveis ou não que tenha em consequência de ter uma via de superfície.

Ele  sente  em  si  o s efeitos  de  uma  vida  polarizada nos corpos inferiores, mas não possui condições de reverter a direção de sua existência para o mais profundo  de  si, o  que  é  possível  quando  a  direção  dos  atos  se  origina  ou  tendem a ser dos corpos superiores ou mais sutis. É nisto que vemos uma importância para os médiuns que o sistema absorve e distorce mais uma vez, ele termina interpretando sua existência e as manifestações do mesmo modo como  realiza  sua  transformação  em  vida, superficialmente,  mas não entende assim, é sua mente que o faz compreender assim e age como se existisse nesta mente alguma verdade. É o véu  de  maya  que  os místicos falam, mas condicionando o corpo e predominando a personalidade nada mais resta ainda que médium. Tentará  provar  para  si  mesmo  que  é  assim  e  continuará  seus  dias na esperança de que realizou um avanço. Avanço sim ao permitir que criaturas de outro  tempo  e  espaço, senão  suas  próprias  existências  se tornem reais, pode não avançar como um todo, mas de alguma forma realiza um avanço possível  para  si  ou  para  aqueles  que  a  ele estão ligados. A Alma constrói seus caminhos e acha seus meios. Uns poderão aproximar mais outros seguirão esperando uma oportunidade, para alguns é o momento de realizarem um salto, para outros serão apenas canais.

OS: Outros artigos  seguirão  a  este  como  parte  do programa de desenvolvimento e assuntos complementares dos cursos presenciais e EAD, salientando que os inscritos devem enviar suas considerações e correspondência como meio de validar a continuidade de envio de informações e de não desistência.



 

Mediunidade e Prática Religiosa

Durante  anos  ministrando  cursos de desenvolvimento mediúnico nem sempre identificamos as dificuldades daqueles que deveriam estar frequentando os espaços  de  aprendizagem,  porque  mediunidade  se  estuda, se  desenvolve  e  se  aprende, contrariando  os criacionistas que ainda a afirmam como dom concedido, mas  a  questão  que  me  faz  escrever  hoje  é  outra. A  maioria daqueles que frequentam não tem dúvidas sobre a mediunidade e sim sobre a prática  religiosa, aprendizagens  diferentes,  uma  coisa é o desenvolvimento pessoa e a educação do médium que podem ser, e outra é a prática religiosa, principalmente  a  prática  espírita  que  possui  variantes,  correntes,  origens diferentes que podem ser estudadas profundamente e conhecidos os seres, criaturas e espíritos que nelas podem  se  manifestar e as faculdades exigidas, assim como os efeitos nos corpos internos do praticante. Esse aspecto deve ser  objeto  de  reflexão  de  todos  os  interessados  e  praticantes  religiosos,  a  diferença   de   desenvolvimento  exigida   para  a prática religiosa e a do desenvolvimento pessoal do médium que cada um é.

Enquanto  uma  religião  é  uma opção a mediunidade é uma condição interna, você pode aprender religião, mas a mediunidade é mais, sendo uma condição precisa  ser  aceita,  reconhecida,  estudada  e  desenvolvida,  observada  em  detalhes, como  na  obra “Instruções Diárias” de minha autoria, quando torno público  tanto  as  percepções  capazes  de  ser  construídas  pelo  uso  da  mediunidade como aspectos internos dos corpos, para o que concorre uma vasta literatura, mas não há instruções para médiuns, estas precisam ser construídas. Temos afirmado essa necessidade, mas parece difícil a uma pessoa normal compreender  que  o  desenvolvimento  é  uma  construção  e  que  não  ocorre sem consciência. As religiões podem ser iniciáticas, mesmo a Umbanda ou a Quimbanda  que  não  podem  ser  chamadas de religiões e sim de práticas religiosas, ou serão práticas espíritas? Ainda assim podem ser iniciáticas, e pode um processo  ou  uma religião existir se não for iniciática, pode ser chamada de religião apenas porque culturalmente são assim denominadas, então há um processo  iniciático  cristão,  mas  é  ele  o  catolicismo?  Como  os dogmas evoluíram e o que eles realmente significam e ocultam? São estes os profundos saberes  a  quer  o  desenvolvimento  conduz  e exige, a prática pura e simples e a crença não podem levar o indivíduo além de sua natureza, nem os fazem conhecedor, e a dificuldade do aprendizado de agora pode ter sido a de sempre, havendo uma intenção de impedir o avanço que se obtém quando  a prática mediúnica  é  dirigida  por  um  propósito  desenvolvimentista. É  mais  fácil  crer  que  conhecer, atribuíram a fé cega um valor que ela jamais teve, seja na religião, pela falta de estudos sérios, ou de uma literatura confiável. No Brasil pela existência de uma enorme e não registrada presença de centros e casas de  práticas  religiosas, como  é  exemplo  Caxias  do Sul, no Rio Grande do Sul onde o número de locais chega a mais de oitocentas organizações, para uma cidade com uma população de 413.000 habitantes o que dá uma média de um local de prática espírita para cada 450 habitantes e qualquer sociólogo deveria se perguntar como é possível números tão expressivos, mas aqui em Porto Alegre não é menos, e identificamos  apenas  na rua onde a Ordem da Confraria está instalada  a  existência  de  duas organizações com atividades definidas e pelo menos outras duas menos expressivas, o que é surpreendente para algo em torno de sessenta residências e menos de quinhentas pessoas, o que  se repete em muitos locais da cidade, poderíamos perguntar sobre o número real de instituições e de praticantes, mas os censos realizados parecem ter mais a intenção de ocultar os dados que fornecê-los. Em Salvador, Bahia, a média é de  2.300  pessoas  para  cada  terreiro  registrado  e  oficial,  em  torno  de  1.200  organizações  apenas  em  Salvador. Isso  é  aterrador  porque  qualquer planejamento  cultural  pedagógico  ou  sociológico  tem  de  se amparar em dados corretos, o que não acontece em nosso país desde o início do século XX. As dificuldades  se  reforçam  pelo  fato  de  que  ao  visitar  mais  de  trinta  casas de práticas religiosas, que se autodenominavam de Umbanda, com o Sr. Moab Caldas, quando  dirigente  da  Federação  Espírita  de  Umbanda  que dirigiu durante a maior parte de sua vida, e depois em visitas pessoais em outro tanto  de  casas, constatamos  a  inexistência  de  escola de desenvolvimento da mediunidade, Escolas de Médiuns, e o desenvolvimento quando havia era a prática  da  mediunidade  de  incorporação  e  não do estudo sobre as faculdades e sobre os seres que se manifestam. O que aconteceu em situações muito restritas  como  a  casa  do  Dr.  Zaccaro,  que  frequentamos  algumas  vezes  e  nos  espaços  da  Ordem  da  Confraria,  em todas as outras instituições a mediunidade ficava em segundo plano, e a manifestação dos seres era a prática a que os interessados terminavam realizando.

Para  muitos  dos  nossos  estudantes   suas  dúvidas  não  são  sobre  a  mediunidade,  são  sobre   as  práticas,  os  rituais, e  até  em  como  lidar  com  as manifestações,  portanto  tem  a ver com a presença de criaturas, seres ou espíritos que através deles se manifestam e produzem efeitos e sensações que não  podem  produzir  por  si  mesmos,  sentem-se preenchidos, significativos, importantes, energizados, ainda que após a manifestação voltem ao estado normal, mas  naqueles  momentos  uma  condição  é  exercitada  e isso embora fascinante e até interessante como fenômeno não elimina a necessidade de conhecermos  o  que  é  essa  manifestação,  onde  existe, se  é  uma  construção  da  mente emocional, da mente etérica, um fenômeno dimensional, uma realidade  a  ser  conhecida  e  estudada, porque  alguma  realidade  está  oculta  nestas  manifestações, de alguma energia se fazem e em algum lugar eles existem,  dentro  dos  indivíduos  ou  fora  deles. Devem  possuir  alguma  consistência  física  e  se  a  possuem podem ser medidas, mas as manifestações constroem  e  produzem  imagens  dentro  e em torno da mente-pensante o que seria um indício de que possuem identidade, que realmente existem, caso contrário produziriam efeitos apenas dentro do cérebro-mente, o que também ocorre, por vezes simultaneamente, há as presenças externas e a alteração interna com a produção de sentidos que poderiam ser as memórias internas, mas podem ser mais que isso. Outra surpreendente constatação é a de que os espíritos  são  seres  humanos  em  qualquer  estagio  da  evolução,  que  podem  ser  percebidos  pelas formas com que se manifestam e são das épocas da evolução  humana  e  da  história  humana  e  outros da história e da evolução da vida. Muitos praticantes não têm interesse em conhecimento pelo simples fato  de que são pessoas simples e buscam o bem estar ou se contentam com as sensações que são produzidas em seus corpos, mas nós precisamos alertar que como instituição nosso compromisso tem de ser impessoal, e a verdade é o maior compromisso.

O  fenômeno  mediúnico  ou  a  manifestação  que  ocorre  nas  práticas  religiosas, seja dentro  dos  terreiros e instituições ou em reuniões de pessoas, as manifestações  quando  observadas  fornecem  informações,  e  se  o espírito não consegue falar ele vai usar o equipamento intelectual do médium que vai influenciar a manifestação,  dando  corpo  às suas ideias e intenções ou aos seus instintos, mas podem ser construções oriundas em outro tempo e espaço, e  se  materializam  pela  condição  especial  desta s pessoas  que  chamamos  de  médium.  Entendo  a  prática  religiosa como uma oportunidade valiosa de experimentarmos  ultrapassar  os  limites, mas  podem  por  sua  vez  criar  outras  barreiras,  servirem  de  esconderijos  para o ego que, independendo da condição  social, aspira  reconhecimento e poder. Servir à causa da verdade poderia ser uma justificativa para as práticas, mas precisaríamos comprovar os benefícios  do  contato  para os necessitados, o que efetivamente ocorre em muitos casos e foi o maior fator de crescimento da religiosidade espírita, mas permaneceram  na  suposição  de  que  isso  os  transformaria  o que não ocorre, uma parte pode efetivamente ocorrer, mas não é suficiente e teremos de retomar  a  questão  de se educamos o médium e treinamos as condições internas ou adotamos as práticas espíritas pelo efeito psicológico e pela sensação de estarem amparados, quando em todos os setores da sociedade humana as perspectivas de realização são mínimas e em nosso país quase inexistente.  

 

“O Segundo Nascimento"

O  segundo  nascimento  é  apenas o primeiro de uma série de “nascimentos”. Eles são modificações da consciência resultantes do amadurecimento do Ser. Os antigos  falavam  simbolicamente,  em  indicações aos Mistérios. Elas eram marcadas por profundas alterações no iniciado. Segundo Rudolph Steiner na sua  obra  The  Way  of  Initiation:  “Em  cada  homem há faculdades latentes por meio das quais ele pode adquirir o conhecimento dos mundos elevados. O místico,  teosofista  ou  gnóstico  fala  de uma alma do mundo ou espírito do mundo que é para ele, tão real como o mundo que vemos com os nossos olhos físicos ou tocamos com nossas mãos.” O problema é como devemos começar. Desde a mais remota Antiguidade até agora, tem havido escolas iniciáticas. A instrução  ali  transmitida  é  esotérica  ou  oculta. Somente  aquele  que experimentar na carne uma iniciação pode saber por que ela é oculta. Há duas leis fundamentais a serem consideradas:

 1 – A ninguém é vedada a oportunidade desse conhecimento.

 2 – O conhecimento só será dado se o candidato provar que é digno dele.

Essas  são  duas  leis eternas. Temos que estar alertas para não perder a oportunidade de ouvir o “chamado”. Os caminhos para o sacrário estão abertos. O mundo alquímico  pode ser atingido desde que nos  preparemos para isso. Para tal, é necessário Bater de modo adequado a porta certa. Uma das condições para  que  isso ocorra é uma certa atitude da alma (mente). A entrada na senda da Devoção, como alguns dizem. Nela se dará a emoção do reencontro com algo esquecido. A  condição  básica  é  o  trabalho  energético (Virya) dentro de si mesmo. Reconheçamos, entretanto, a dificuldade desse propósito para o que está  mergulhado  no  centro de uma civilização objetiva e embrutecida. O mergulho nos mundos superiores requer aquela energia citada, presente em todos  os  momentos  da  vida. Quando  o  homem  a superfície da Terra num voo espacial, há um enorme dispêndio de energia para vencer a resistência da atmosfera. O  mesmo  ocorre  quando  mergulhamos em nós mesmos ao encontro do Microcosmos (ou até do Macrocosmos). É um estranho mistério. Mas quando  alguma  coisa  se  afirma, cresce,  ela recebe contra essa afirmação a oposição de outras coisas. Porque ela vai ocupar espaço, vai influenciar e ser influenciada,  mais  fortemente,  pelo  restante. Há  um  trabalho  a  ser  obrigatoriamente  efetuado  para  produzir  o  parto  do  segundo  nascimento.  O amadurecimento  sempre produz conflito. O mesmo que ocorre quando a semente ao desabrochar tem de rasgar a terra, lutar contra a escuridão, contra o peso da terra, à procura do Sol. Quando isso ocorre, o  processo torna-se mais difícil na proporção direta da complexidade da nova vida. Quanto mais laços possuirmos mais doloroso será o  seu  rompimento. Rudolph Steiner  na obra citada diz: “Numa época em que as condições de vida são simples, é mais fácil atingir a exaltação espiritual”.

A devoção ajuda, de forma significativa, o processo da eclosão de um novo ser. Deve-se notar que a transformação ontológica deverá ocorrer em todos os níveis  do  homem.  Para  isso, é  fundamental  que  sejam  banidos todos os pensamentos de julgamento, de crítica o de superioridade. A consciência deve estar sempre  cheia  de  pensamentos  elevados. Sempre  numa  tônica acima dos nossos pensamentos normais. Esse é um processo de afinação, graças ao qual  o  que  está  adormecido  será  acordado. E  então  começaremos  a  ver  nascer um novo mundo. Essa mudança interna origina momentos de extrema lucidez  em  nossas  vidas. Esses  momentos  não  são permanentes, mas entremeados com instantes de um cotidiano banal. Só os que atingiram a perfeita iluminação,  os  Budas,  os  Cristos,  os  Tirtankaras,  possuem  em  caráter  permanente  a  iluminação  da  consciência. Um dos sinais é que aos poucos vai nascendo  uma  percepção  da  eterna  linguagem  da  Alma  do  Mundo  e  os mistérios  da  criação  vão sendo desnudados. O percebimento dessa “pureza” intrínseca   das   coisas   é   um  estado  de   consciência  normal   nos   iniciados   aos   mundos  superiores.  Ele  é  o  resultado  de  um  longo   período  de descondicionamento  em  vários  níveis.  Rudolph  Steiner  afirma:  "Nesses períodos de tranquilidade, cada flor, cada animal, cada ação, desvelará para ele os segredos não sonhados e, assim, o prepara para receber novas impressões do mundo externo como se ele as tivesse visto com olhos diferentes.”

Jidu  Krishnamurti  descreve  o  efeito  dessa  nova percepção numa paisagem deste modo: “Tudo silenciou. Era um silêncio onde havia movimento, dança e gritos. Não  aquele  que ocorre quando uma máquina para de funcionar. Uma coisa é o silêncio mecânico, outra o silencio do vazio... Essa tranquilidade veio e permaneceu conosco  enquanto  caminhávamos  lenta e  despreocupadamente, e a beleza do bosque se intensificou; as cores explodiram, fixando-se nas folhagens e flores...”

Esse  percebimento  ocorre  em  todos  os  místicos,  poetas,  sensitivos;  em  alguns  escolhidos. Orfeu, Platão, Pitágoras, Buda, Jesus, Apolônio de Tiana, Mahavira, Amônio de Sacas, Plotino, Boeheme e tantos outros, tiveram essa percepção em profundidade. Vejamos, por exemplo, Plotino na Alexandria no início da  nossa  era: “Veja todas as coisas não processo de vir a ser. Veja a si mesmo em todos os outros. Cada ser contém em si todo o mundo inteligível. Portanto,  tudo  está  em todas as coisas. Cada um está no Todo e o Todo está em cada um. O homem de hoje (século XXI d. C.) cessou de ser o Todo. Mas no momento em que ele deixa de ser um indivíduo separado dos outros, ele penetra novamente em todo o Mundo.”

Podemos  dizer,  então,  que  esse momento do segundo nascimento quando o homem torna a ser ele mesmo, é o momento do sendo. A sabedoria está em não conhecer, pois conhecer é prender, reter, escravizar o que é livre. É memória, classificação, carimbo, arquivo, computador, escravo dos seus impulsos. Sabedoria  é  a espontaneidade do Aqui fundida no oceano do gora. O tempo, bem comportado em instantes, em fila indiana, sobrepassado. Tempo militar. Enquadrado  no  ontem  e  no  amanhã em marcha forçada. Preso  aos regulamentos do que fazemos. O Eterno, aquilo que está além do tempo, medido por ampulhetas e relógios, não tem nome, nem presença, pois estar presente é ser, existir, reproduzir-se na permanência. Enquanto isso, a liberdade do agora não tem dimensões. Apenas É.  É  sendo,  endo, indo, não vindo, estando. Sendo. SENDO. A sabedoria é, não foi, em será nunca coisa alguma. Nesse corte do é, está o momento estático  que escorre  do  cotidiano, a presença do Eterno. A sombra invisível de todas as coisas, a contraparte imensa. O que não se vê,  ou  não  se percebe. E só se é, sendo. O espaço virado pelo avesso está agora cheio de rasgos, o azul surge nessas brechas. A rede do condicionamento foi rompida! E, por trás dos cenários do nosso pequeno mundo autocriado, vai nascendo o mundo verdadeiro tal como É.